Só 3 diretoras venceram o Oscar até hoje; veja quem são
Em quase 100 anos de premiação, poucas conquistaram a estatueta de Melhor Direção
Desde a primeira cerimônia do Oscar, realizada em 1929, a categoria de Melhor Direção sempre foi considerada uma das mais prestigiadas da premiação. No entanto, ao longo de quase 100 anos de história, a presença feminina entre os vencedores permanece rara.
Até hoje, apenas três mulheres conseguiram conquistar a estatueta, um número que evidencia o desequilíbrio de oportunidades por trás das câmeras.
Um levantamento do Center for the Study of Women in Television and Film indica que mulheres dirigiram apenas 16% dos 250 filmes de maior bilheteria em 2024. E a situação piora conforme subimos na lista: entre os 100 maiores sucessos, a porcentagem cai para cerca de 11% – uma queda de três pontos percentuais em relação a 2023.
Segundo especialistas, o problema está ligado a uma série de fatores estruturais: redes de poder historicamente masculinas, menor financiamento para projetos dirigidos por mulheres e a tendência de grandes estúdios confiarem orçamentos mais altos a diretores homens.
Um estudo publicado pelo Centro Nacional do Cinema e da Imagem em Movimento (CNC), órgão público que regula o cinema francês, publicou que as profissionais do país recebem, em média, 42,3% menos do que os homens na mesma profissão. Ou seja, filmes dirigidos por mulheres recebem orçamentos menores, o que reduz seu alcance e visibilidade no mercado.
Abaixo, confira quem são as três mulheres que venceram o Oscar por Melhor Direção:
Kathryn Bigelow: a primeira mulher a vencer a categoria
Em 2010, Kathryn Bigelow entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a vencer o Oscar de Melhor Direção com o filme Guerra ao Terror.
O drama, que levou seis estatuetas para a casa, acompanha uma equipe especializada em desarmar bombas durante o conflito no Iraque. Além dele, a profissional também dirigiu os thrillers A Hora Mais Escura e Casa de Dinamite.
Chloé Zhao: vitória histórica e diversidade
Mais de uma década depois, em 2021, Chloé Zhao se tornou a segunda mulher e a primeira diretora asiática a ganhar a estatueta, graças ao sucesso de Nomadland.
O longa acompanha uma mulher que passa a viver como nômade pelos Estados Unidos após perder tudo na crise econômica. A diretora voltou aos holofotes no Oscar 2026 com Hamnet, drama que foca na criação da peça Hamlet a partir do luto de Agnes, esposa do escritor.
Jane Campion: consagração após décadas de carreira
A terceira diretora a conquistar o prêmio foi a neozelandesa Jane Campion, em 2022, com Ataque dos Cães.
O drama estrelado por Benedict Cumberbatch segue Phil, um fazendeiro durão que trava uma guerra contra a nova esposa do irmão e seu filho adolescente. Quando antigos segredos vêm à tona, ele precisa enfrentar a masculinidade tóxica, sexualidade reprimida e a solidão.
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