Conheça a única negra na nova turma de astronautas da NASA

Após passar por um processo seletivo com 18.300 candidatos, Jessica Watkins foi selecionada para integrar o time de 12 novos membros da agência

A NASA anunciou sua nova turma de astronautas, no último dia 7 de junho, a primeira desde 2013. E entre os 12 escolhidos da agência estava a geóloga Jessica Watkins, 29 anos, a única mulher negra do grupo.

Após encarar um processo seletivo que envolveu 18.300 candidatos – número recorde de interessados na história da agência – e ser uma das selecionada pela NASA para integrar seu seleto time de profissionais, Jessica começará seu treinamento em agosto deste ano.

Durante as aulas, ela passará por um treinamento no Centro Espacial Lyndon Johnson, em Houston, no qual conhecerá como funciona o sistema da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), como andar no espaço, o funcionamento de robôs, a língua russa e a pilotar.

A chegada de Jessica à NASA é a conclusão de um sonho. É que a norte-americana sempre almejou ser astronauta e planejou sua vida em função de tal desejo. “Eu cresci sabendo que queria ser uma astronauta. Isso sempre foi um sonho e um objetivo. Então, eu fui para a Universidade de Stanford e me tornei engenheira mecânica porque sabia que essa graduação era necessária para atingir a minha meta”, contou Jessica em entrevista ao portal Blastr.

Depois de concluir o curso em Stanford, Jessica destinou seus estudos à estrutura geológica dos planetas e fez um doutorado em na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Posteriormente, ela começou a trabalhar no projeto Mars Curiosity, como consta em sua biografia no site oficial da NASA.

Diversidade e representatividade

Apesar de ser um sonho de infância – como o de muitas crianças – Jessica é uma das poucas representantes negras que conseguiu concretizá-lo. Em seus 59 anos de história, a NASA teve apenas 16 astronautas negros – dentre eles, apenas cinco mulheres.

Para Jessica, a diversidade entre os membros da agência é fundamental para a formação profissional dos astronautas. “O interessante da diversidade é proporcionar [a troca de] experiências que podem ou não ser exatamente iguais. E, consequentemente, outros pontos de vistas.”

Ela também enxerga que sua presença no meio de tantos brancos seja importante para inspirar quem não se vê nesse posto por pertencer a uma minoria marginalizada pela sociedade. “É a ideia de representar outras pessoas que não são vistas como cientistas, engenheiros, matemáticos – profissionais que fazem coisas legais como ir ao espaço.”

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Mulheres no espaço

Outro sonho e paixão de Jessica é poder encorajar outras mulheres a persistirem em carreiras ligadas a tecnologia.

E um dos conselhos dados pela futura astronauta é que as jovens procurem mentoras mulheres para as aconselharem e as ajudarem em suas pretensões profissionais. “Eu realmente sou agradecida e sortuda por ter tido o suporte de minhas professoras e supervisoras. Foi algo muito importante para mim: ter alguém que me incentivasse a continuar no mundo do STEM (sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática).”

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