Projeto PALCO transforma realidades por meio da arte

Para colaborar, é possível contratar apresentações de música e teatro

“O que a gente faz é ampliar o horizonte.” É dessa maneira que Leandro Oliva, diretor-geral do Projeto PALCO, define o trabalho do grupo que está em operação desde 2014. O projeto atua em rede para transformar a realidade e aumentar a autoestima de crianças, jovens, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade social e promover o acesso à arte, além de formar plateias e coletivos culturais. E faz isso de múltiplas maneiras, nos pilares de arte, lazer, cultura e orientação.

Essa teia que se entrelaça para obter resultados reflete muito do próprio Leandro, que é o idealizador do Projeto PALCO. “Eu sabia que tínhamos muitas organizações sociais, mas um ensino de arte muito fraco.” Formado em administração de empresas e com mais de 20 anos de experiência em projetos sociais, é também especialista em arte na educação pela USP, arte-educador e ator. Tem formação em educação social, gestão de organizações da sociedade civil e do terceiro setor. Cursou fotografia, danças brasileiras e de salão. Trabalhou por 13 anos como assistente de direção, preparador corporal e produtor executivo em produções de teatro, música e dança. E todas essas habilidades se juntam na condução do Projeto PALCO.

Em uma das frentes mais importantes do projeto, é feito um diagnóstico local, que pode ser de uma escola pública, de uma organização social, ou uma comunidade, para, então, de maneira colaborativa, formular qual é a melhor forma para ampliar o acesso e fortalecer o aprendizado de arte. Além das aulas periódicas, estão incluídos passeios culturais e mostras, que ocorrem no final do período. “Hoje estamos em quatro escolas públicas e três organizações sociais na zona oeste de São Paulo e duas OSs na zona sul”, diz Leandro. A ideia é identificar as potencialidades nos locais escolhidos e já frequentados pelos moradores, como escolas e unidades básicas de saúde.

Uma iniciativa importante: alunos que se destacam podem se cadastrar como MEI (microempreendedor individual) e começar a trabalhar na equipe do projeto.

Outra ação é o chamado Papo Firmeza, em que há conversas com alunos de escolas públicas sobre carreira. O objetivo é mostrar a eles quais são as possibilidades, onde podem trabalhar. “Isso é muito importante porque muitos acham que fazer faculdades não é pra eles.” Qualquer pessoa pode se oferecer a participar desses encontros.

Outra maneira de colaborar é contratando algumas das iniciativas do Projeto PALCO, por exemplo, a Cia PALCO de Teatro. Seus integrantes podem ser clowns em eventos, fazer esquetes de simulação em conferências de vendas ou exercícios de desenvoltura e comportamento em encontros de RH.

Também é possível contratar músicos para shows ou música ambiente _de casamento a evento corporativo. Mais informações sobre o Projeto PALCO aqui.

Na cerimônia do Prêmio CLAUDIA 2018, na Sala São Paulo, na capital paulista, o coral das senhoras do Projeto PALCO recepcionou e emocionou os convidados. O grupo é o mais recente produto que pode ser contratado e foi formado em 2017. Não há idade para ampliar os próprios horizontes.