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Meditação zazen: aprenda a praticá-la para afastar o estresse

Sente-se e entregue-se ao momento. A meditação budista zazen, por meio do qual qualquer pessoa pode aprender a se manter desperta e ativa, instante após instante, também reduz o estresse.

Por Redação M de Mulher - Atualizado em 15 jan 2020, 10h25 - Publicado em 5 jan 2014, 21h00

“Zazen é estar consciente de si mesmo e da teia da vida na qual somos causas, condições e efeitos”, ensina a monja Coen.
Foto: Getty Images

“Você já se encontrou consigo mesmo na grande intimidade do silêncio?”. A pergunta lançada por monja Coen ecoa entre os presentes do Templo Taikozan Tenzuizenji, sede da Comunidade Zen-Budista Zendo Brasil, em São Paulo. O núcleo foi fundado pela religiosa, ligada à tradição Sotoshu Zen-Budismo com o compromisso de perpetuar os ensinamentos de Xaquiamuni Buda, iluminado que viveu na Índia há cerca de 2600 anos e alcançou o despertar supremo praticando a meditação zazen.

“Za” significa sentar-se; “zen”, estado meditativo profundo e sutil. “Zazen é estar consciente de si mesmo e da teia da vida na qual somos causas, condições e efeitos”, ensina Coen. A meditação pode ser praticada por qualquer pessoa, a despeito da sua religião. “Os pensamentos chegarão e partirão. Ora calmos, ora agitados. Deixe-os seguirem. A mente não se esvaziará nunca. Você apenas irá tomar a posição do observador. E poderá escolher não se prender à atividade mental”, ela orienta. Lembre-se da tríade do zen-budismo: observar, atuar e transmutar.

Pesquisas relacionam esse treino à redução de estresse, a melhoras no tratamento da síndrome do pânico e ao desenvolvimento de áreas cerebrais relacionadas com a compaixão e a amorosidade. O mais importante, segundo a monja Coen, é a prática pela prática. Sem grandes expectativas. Apenas mantendo-se atento, instante após instante.
 

Procedimentos básicos

– Escolha um local calmo, seja em casa, no trabalho ou ao ar livre, pela manhã, à tarde ou à noite. Você poderá sentar-se com as pernas cruzadas sobre o zafu, uma almofada redonda própria para o exercício, com os joelhos apoiados no chão ou se sentar num banquinho de baixa estatura. Também pode sentar na beirada de uma cadeira ou mesmo da cama, mantendo os joelhos ligeiramente abaixo dos quadris e os pés fincados no chão e alinhados aos ombros.

– Determine o tempo disponível – no começo, apenas cinco minutos – e programe um despertador de som ameno. Com a experiência, vá aumentando o período de meditação para até 40 minutos. Muitas vezes o cérebro fica tão treinado que nem é mais preciso um despertador.

– Com os olhos entreabertos e a visão numa inclinação de 45 graus (é importante não fechar os olhos para manter-se atento no momento presente), volte-se para uma parede livre de distrações. Mantenha a coluna ereta, os ombros para trás e o queixo para baixo, o que permite a abertura do diafragma e facilita a passagem do prana – a energia vital.

– Faça o mudra cósmico (as costas dos dedos da mão esquerda repousando sobre os dedos da mão direita e a ponta dos polegares se tocando suavemente; iniciantes podem usar o colo como apoio). Esse gesto reforça o estado de atenção. Após três respirações profundas, feche a boca e respire de forma natural pelas narinas. Então, observe os movimentos da mente, sem controlá-los. Deixe-os passar.

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