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Conheça a suíça que salvou uma espécie de pássaro em extinção

Anita Studer veio para o Brasil em 1976 atrás do anumará, que fora visto por cientistas pela última vez na Mata de Pedra Talhada, região nordeste do país.

Por Letícia Paiva, Gabriela Malta - 15 nov 2016, 09h00

Com seus binóculos, a ornitologista suíça Anita Studer veio para o Brasil em 1976 atrás de uma pequena ave preta, o anumará, que fora visto por cientistas pela última vez na Mata de Pedra Talhada, entre Alagoas e Pernambuco. “Sabia que ele seria extinto em dez anos, mas descobri que também seu hábitat corria risco”, lembra. Ela então decidiu fazer mais do que um mestrado sobre a ave.

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Fundou a Associação Nordesta Reflorestamento & Educação para obter recursos e conquistou a população do entorno, oferecendo um posto de saúde, duas escolas e um centro de educação ambiental. Em 1989, a mata virou reserva biológica, com 2 milhões de árvores replantadas.

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Anita recebeu o Rolex Awards, premiação da relojoaria suíça que completa 40 anos. E não só: o anumará se multiplicou e continua cantando solto. “Mas o nosso trabalho não acabou”, afirma. Aos 72 anos, ela se empenha em uma cruzada para cessar, de vez, a extração de madeira.

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