Novo Congresso dos Estados Unidos é o mais diverso de sua história

Eleitos em 2018, senadores e deputados tomaram posse prometendo revolucionar o Legislativo americano com recorde de representantes de minorias

Tomou posse na quarta-feira (3) aquela que é considerada a formação com maior diversidade do Congresso americano em sua história. Senado e Câmara dos Deputados têm número recorde de mulheres, de pessoas não brancas e de representantes de grupos LGBTI.

Nas eleições legislativas para o novo ciclo, foram eleitas 117 mulheres para cargos na Câmara e no Senado, de um total de 534 congressistas; enquanto no último ciclo, em 2016, foram 89 mulheres. Com a chegada das novas integrantes, serão 127 mulheres nas duas casas.

Dentre as eleitas, 36 nunca tinham passado pelo cargo, o que representa uma renovação política. Para muitas, essa foi também sua primeira vitória em uma eleição.

Além da diversidade de gênero, houve ainda outros marcos. Só na Câmara, 23 dos novos integrantes não são brancos, o que inclui afro-americanos, latinos, e asiáticos, por exemplo. Além disso, o Congresso passa a ter ao menos 10 pessoas que, assumidamente, fazem parte da comunidade LGBTQ.

No que se refere à religião, uma parcela de 63 congressistas diz não aderir a religiões cristãs ou não têm religião. É o maior número de eleitos não vinculados ao cristianismo da história do Congresso.

E a mudança na composição do Legislativo federal americano é capaz de transformar não apenas as leis a serem aprovadas, mas também, em alguma medida, o funcionamento desses espaços de poder.

Como muitas das novas congressistas têm filhos pequenos (são 28 delas!) e, diferentemente dos homens, têm maior propensão a levar as crianças para o trabalho, estão sendo instalados trocadores nos banheiros destinados a deputados e senadores, por exemplo. E a Câmara considera fazer mudanças em seus horários, para evitar que votações se estendam até tarde da noite, por exemplo.