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Coluna da Marcia de Luca: “Celebre o amor o tempo todo”

Nossa colunista Marcia de Luca reflete sobre o amor: "é como uma planta: precisa de cuidados para germinar"

Por Marcia de Luca Atualizado em 28 out 2016, 06h21 - Publicado em 20 jun 2016, 10h23

A grande missão do ser humano é, sem dúvida, aprender a amar a tudo e a todos incondicionalmente. “O homem não morre quando deixa de viver, mas, sim, quando deixa de amar”, disse Charlie Chaplin. Não se trata, é claro, de um aprendizado simples. Antes desse ato de extrema generosidade, é preciso uma conscientização profunda sobre o que é o amor e como alimentá-lo constantemente. 

Segundo os vedas – as escrituras mais antigas do mundo –, existem vários tipos de amor. Há, por exemplo, aquele nutrido por uma mãe em relação ao filho: um sentimento infinito, puro, incondicional e inquebrável. Grande também é o dos filhos pelos pais, em geral repleto de gratidão pela dedicação e carinho recebidos ao longo da vida. Existe o amor pelos amigos, pelos companheiros de trabalho, pelos vizinhos, pelos familiares… Enfim, há uma infinidade de tipos.

Em todos eles, o amor é como uma planta: precisa de cuidados para germinar. Crescido, nos faz desenvolver a compreensão e a compaixão. Quando amamos realmente, com o coração aberto e desimpedido, aceitamos as pessoas como elas são, sem preconceitos ou julgamentos. Mas só somos capazes de nos relacionar dessa maneira, assim completa, se, antes de tudo, nos voltarmos a nós mesmos e acolhermos nossas luzes e – principalmente – nossas sombras. Nesse processo, urge aceitar que somos o que somos e que dentro de nós existe o santo e o profano, o divino e o diabólico, o bem e o mal. No momento em que admitimos a presença dessa dualidade intrínseca aos seres humanos dentro de nós mesmos, estamos aptos a respeitar a dos outros e, assim, amá-los verdadeiramente. Por quê? Porque o verdadeiro amor não julga, e sim acolhe, abraça, nutre, acalenta. Com base nessa premissa, você estará apta a amar de maneira sincera e profunda.

Como bem disse Vinicius de Moraes: “Que o amor seja infinito enquanto dure!” Mas… por que não ser eterno também? Tudo depende de você, de suas escolhas e atitudes, sabia? Pense nisso. Que tal criar um novo paradigma e curtir o Dia dos Namorados durante o ano inteiro? Ensino aqui um truque para que o sentimento perdure: celebre o amor o tempo todo, com mimos, sim, mas principalmente com gentilezas e pequenas surpresas. Coloque foco e atenção nas delicadezas que podemos inserir no dia a dia de um casal. Acione sua criatividade e invista com empenho total em novas ideias e maneiras de acalentar você mesma e o companheiro. O resgate do romance se faz necessário não só no futuro distante mas principalmente no aqui e no agora! Seja delicada e gentil em pensamentos, palavras e ações. Surpreendam-se a cada dia – de mesmice, o mundo já está cansado. Essa é uma premissa ainda mais importante para aqueles que estão juntos há mais tempo. Para esses, o resgate do amor romântico pode parecer um desafio ainda maior. Mas não é impossível. Experimente ser mais uma vez sensual, leve e solta. Faça da vida e da relação uma brincadeira cósmica e divina. O amor agradece!

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