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Brenda Lee morreu para salvar o filho durante massacre em Orlando

A mãe de Isaiah adorava dançar e estava com o filho na boate Pulse na fatídica madrugada de domingo (12)

Por Redação CLAUDIA Atualizado em 28 out 2016, 03h42 - Publicado em 14 jun 2016, 17h33

No último domingo (12), o mundo assistiu ao ataque com o maior número de mortos por tiroteio na história dos Estados Unidos. A boate Pulse, em Orlando, foi invadida por um rapaz de 29 anos, armado, que deixou ao menos 49 mortos.

Nos desdobramentos após a madrugada de horror, surgem histórias emocionantes; como é o caso de Brenda Lee McCool. A mulher de 49 anos era mãe solteira de 11 filhos e já havia lutado e vencido o câncer duas vezes. Sua resiliência foi colocada à prova, mais uma vez, no final de semana. 

Ela estava com o filho Isaiah, que é homossexual, e outros familiares na casa de show onde o massacre aconteceu. Segundo sua cunhada, em entrevista ao jornal New York Daily News, ao perceber que assassino mirava na direção em que estavam, ela gritou para que Isaiah deitasse no chão e o abraçou para protegê-lo com o próprio corpo. Ele sobreviveu, mas ela, infelizmente, não resistiu. 

Os amigos próximos não pouparam palavras afetuosas para descrever Brenda. “Ela era uma excelente mãe e ótima amiga. Estava sempre disposta a ajudar e era a pessoa mais amável do mundo”, disse Khalisha, sua filha mais velha, à NBC. A norte-americana também lutava a favor dos direitos da comunidade LGBTQ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Simpatizantes).

Isaiah, é claro, está devastado. “Ele viu a mãe morrer e viu todos serem mortos. Sente que o que houve foi sua culpa”, desabafou a irmã. 

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