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Como diminuí meu colesterol em 21 dias – sem remédios

Acompanhe o meu diário e descubra como eu fiz para conquistar uma vida mais saudável. Vida real mesmo, nada de lero-lero!

Por Stephanie Bevilaqua (colaboradora) Atualizado em 28 out 2016, 14h39 - Publicado em 2 out 2015, 11h14

Um belo dia, na redação de CLAUDIA, surge a ideia de fazermos uma pauta sobre saúde abordando a diminuição do colesterol. Até aí, tudo bem. Só que desta vez precisávamos de uma cobaia. Prazer, Stephanie Bevilaqua!

Quando a procura de quem tinha o colesterol alto começou, todo mundo se assustou quando eu disse “eu!”. Afinal, tenho 23 anos, um sobrepeso OK e não apresento (ainda) nenhum problema de saúde. Pronto, fui a escolhida e resolvi encarar este desafio! Serão três semanas de acompanhamento médico e esportivo a fim de diminuir os níveis do meu colesterol – sem a ajuda de remédios. E as armas para cometê-lo serão dieta saudável e atividade física. Será que vai dar certo?

As primeiras consultas: confessando os pecados

Alguns minutos depois de sentar diante da Dra. Tânia Leme da Rocha Martinez, docente de pós graduação da Universidade de São Paulo e cardiologista especializada em assuntos relacionados ao colesterol, verbalizei tudo aquilo que eu comia e foi a mesma sensação de como se eu estivesse confessando meus pecados! Enquanto eu repetia compulsivamente a palavra “sorvete”, ela anotava tudo em uma ficha ao lado do meu histórico familiar, que, aliás, não é dos melhores. Meu pai sofre de pressão muito alta e minha família tem vários casos de diabetes. Sem contar o fato de que meu avô paterno faleceu de infarto na casa dos 50 anos. E foi só depois de contar tudo isso que tive certeza de que o desafio chegou em boa hora. É, começa agora a minha triste despedida do sorvete. :'(

iStock/Thinkstock/Getty Images
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Durante a consulta, a doutora me explica que é muito importante observar todo o comportamento genético e da minha saúde antes de iniciarmos o desafio de 21 dias. “Cada caso sempre será um isolado”, ela comenta. Ou seja, o fato da minha mãe ter hipotireoidismo e o meu intestino ser preso foram motivos decisivos para começarmos as investigações ainda mais a fundo. Saí de lá com guias para exames de sangue e cardiovasculares. “É preciso ter certeza de que nada vai influenciar este processo. O intestino preso, por exemplo, deve ser regulado. Senão as moléculas de colesterol não poderão ser digeridas e nosso esforço será em vão. Assim como se você tiver a tireoide desgerrulada”, completa ela.

Saindo de lá resisti firmemente a uma sorveteria onde fui OBRIGADA a passar em frente. A conversa me motivou tanto que, como eu já estava com o tênis no pé para o teste ergométrico e, o consultório era pertinho do Parque do Ibirapuera, resolvi antecipar o desafio e dar uma aquecida na minha atividade física. Afinal, eu estava há poucos metros do melhor parque do mundo – de acordo com o jornal britânico The Guardian. E foi ótimo! Uma caminhada à noite sob árvores e tempo fresco é libertadora depois de um dia de trabalho e durante uma TPM. Juro, aquela noite eu dormi como um anjo!

Agora é a vez da nutricionista – e todos aqueles aparelhinhos CRUÉIS de medir gordura!

A balança marca 72 Kg enquanto meu peso ideal deveria estar em torno dos 66 Kg. Mas a nutricionista Dra. Bianca Masuchelli Chimenti Naves, membro do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, me explica que não se trata apenas da perda de peso. “Nosso objetivo é adequar você a uma dieta equilibrada e diminuir o acúmulo de gordura localizada, além de controlar o intestino e cortar algumas de suas orgias gastronômicas”, brinca ela! Mãos à obra!

Depois disso, minha dieta é apresentada: muitas verduras e legumes, frutas e iogurte. Adeus aos hambúrgueres, PÃES DE QUEIJO e claro, o amor da minha, o sorvete. “Meu Deus, será que eu consigo?”, falei pra ela. Para me consolar e fazer destas três semanas menos tensas, fui liberada a ter duas refeições livres, um doce e duas doses de bebidas alcoólicas por semana. Ao sair do consultório, me pego em uma cilada comigo mesma me perguntando se são duas garrafas ou dois copos de cerveja…

iStock/Thinkstock/Getty Images
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Além da alimentação, incluímos à dieta o uso de fitoesteróis, termogênicos, probióticos e polivitamínicos como suplementos alimentares. As funções de cada um, respectivamente, cabem a:

Fitoesteróis

São substâncias vegetais que contribuem com a redução do colesterol bloqueando a sua absorção no organismo, quando associados a um estilo de vida saudável. Eles são encontrados naturalmente em pequena quantidade em alimentos como óleos vegetais, castanhas, sementes, produtos integrais, frutas e vegetais. No entanto, seria necessário ingerir quantidades muito grandes destes alimentos para se alcançar reduções significativas do colesterol.

O uso escolhido poderia vir em duas formas: cápsulas ou em creme vegetal. Escolhemos a segunda opção, pois é a troca ideal no lugar da margarina. Pronto, dois coelhos com uma cajadada só!

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Termogênicos

A associação de cafeína e chá verde contribui para o gasto de energia do corpo chamado de termogênese. Associado a uma dieta equilibrada e exercícios físicos, ele me ajuda a gastar energia – mesmo parada! Maravilha, não é mesmo? Vou começar a tomá-lo em pó, misturado com um pouco de água pela manhã.

Probióticos

Famosos por estamparem as propagandas de leite fermentado, os probióticos são responsáveis por reflorestarem a nossa flora intestinal. Ou seja, ele aumenta a proliferação das boas bactérias boas e faz com que elas trabalhem a nosso favor, nos dando mais resistência e imunidade, pois com ele melhoramos a absorção de nutrientes no nosso organismo. Além de tudo isso, é ele, junto das fibras, da água e dos exercícios que vão regular o meu intestino. Uma cápsula em jejum é o suficiente.

Polivitamínicos

Assim como parte da minha suplementação alimentar, este comprimido tomado após o café da manhã vai me garantir que eu não deixe de fora nenhuma vitamina da dieta.

Aliados apresentados, o desafio está prestes a começar!

A doutora me encoraja a começar a mudanças desde já, antes da segunda – que é o nosso (e do mundo) dia oficial do start! Acho difícil, afinal, até o início da semana tenho o meu aniversário pela frente (despedida justa, não é mesmo?)

Os resultados

Exames em mãos, chega a hora da verdade.

O teste ergométrico diz que eu tenho resistência de atleta (só resistência, sem usar mesmo!). Já o meu exame de sangue marca o colesterol total com 251 mg/dL. Uma vez que o índice desejável é abaixo de 200 mg/dL, o limítrofe de 200 a 239 mg/dL e o alto acima de 240 mg/dL.

A doutora Tânia me diz que se, em 20 dias, chegarmos ao limite, já temos uma grande conquista. Mas trabalho duro vem aí! Encaixar essa rotina saudável com a correria do dia a dia será mesmo um desafio. Continue acompanhando o meu diário e descobriremos juntas se eu vou – e como – conseguirei atingir o meu objetivo. Borá! E até segunda!

Ficou alguma dúvida, quer me perguntar alguma coisa? Comente aí embaixo ou me escreva! Espero que com as minhas dicas você também possa ter uma vida melhor e mais saudável! 🙂

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