CLIQUE E RECEBA EM CASA A PARTIR DE R$ 12,90/MÊS

Jovem que foi condenada por matar abusador aos 16 anos é perdoada

Cyntoia Brown sairá da prisão em agosto

Por Da Redação Atualizado em 18 fev 2020, 12h05 - Publicado em 8 jan 2019, 10h02

Cyntoia Brown, hoje com 30 anos, matou Johnny Allen quando tinha 16. Ela relatou que tentou se defender do homem porque percebeu que ele tentaria matá-la. Condenada, ela passou quase 15 anos na prisão, mas foi perdoada na última segunda (7) e será libertada.

A sentença da moça foi revista pelo comportamento exemplar dela na prisão, explicou o governador do Tennessee Bill Haslam. Cyntoia ganhará a liberdade condicional no dia 7 de agosto e ficará nesta condição por dez anos.

“Cyntoia Brown cometeu, por sua própria admissão, um crime horrível aos 16 anos. No entanto, impor uma sentença de prisão perpétua a um jovem que exigiria que ela cumprisse pelo menos 51 anos antes mesmo de ser elegível para a liberdade condicional é muito severo, especialmente à luz dos extraordinários passos que Brown tomou para reconstruir sua vida”, disse o governador Haslam.

Filha de uma mãe viciada em drogas, a moça foi dada para adoção e fugiu aos 16 anos da família que a abrigou. Ela acabou indo morar em um motel com um homem que a estuprou e a forçou a se prostituir.

Em 2004, Johnny Allen, um corretor de imóveis, levou Cyntoia para a casa dele a fim de usufruir dos serviços sexuais e prometeu pagar US$ 150,00. Depois do ato sexual, ela percebeu que ele planejava matá-la. Ela então sacou uma arma, deu dois tiros no homem, pegou o dinheiro e duas armas e fugiu do local.

Ela foi condenada em 2006 à prisão perpétua por assassinato e roubo.

O caso de Cyntoia teve grande repercussão nos Estados Unidos e celebridades como Rihanna e Kim Kardashian fizeram campanha pela libertação da jovem.

Enquanto esteve presa, ela concluiu o Ensino Médio e deve se graduar na universidade em maio. Após receber a notícia do perdão, ela disse que  quer “viver o resto de sua vida ajudando os outros, especialmente os jovens. Minha esperança é ajudar outras meninas jovens a evitar terminarem onde eu estive”. 

Continua após a publicidade

Publicidade