Duas brasileiras estão entre as 100 mulheres mais influentes no mundo

A filósofa Djamila Ribeiro e a deputada Tabata Amaral integram a seleção criada pela BBC

A BBC acaba de divulgar sua lista de mulheres mais inspiradoras e influentes em nível mundial. Partindo do mote “Como seria o futuro se ele fosse comandado por mulheres?”, a nomeação elencou 100 mulheres vanguardistas em suas áreas de atuação e que, segundo a companhia, “ajudam a vislumbrar como será a vida em 2030”.

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Entre as escolhidas, duas são brasileiras: a filósofa Djamila Ribeiro e a deputada do PDT de São Paulo Tabata Amaral.

Aos 39 anos, Djamila se destaca na luta pelos direitos das mulheres negras no Brasil. Autora de Quem tem Medo do Feminismo Negro? O Que é Lugar de Fala?, seus trabalhos abordam temas como feminismo, empoderamento feminino, racismo estrutural e colorismo.

Estimulando o debate em redes sociais, ela destaca a importância que a internet tem para os movimentos. “Muitas lutas importantes ganharam visibilidade. Tiramos questões de bolhas e colocamos no espaço público de debate”, declarou em entrevista a CLAUDIA em 2017.

Eleita com 264.450 mil votos, Tabata foi a sexta deputada federal mais votada de São Paulo. Considerada uma garota prodígio, ela nasceu na periferia da capital paulista e, durante a adolescência, ganhou mais de 30 medalhas em concursos de matemática, física e robótica. As conquistas lhe renderam uma bolsa de estudos em Harvard, onde se formou em Ciência Política e Astrofísica.

De volta ao Brasil, dedicou-se a lutar pela educação e, motivada pelo desejo de renovação política, decidiu se candidatar. “Não tenho experiência nem dinheiro e sou jovem, mas por que não eu? Recomendo a todas que se sentem desafiadas a ocupar espaços. Façam a si mesmas essa pergunta. Pode ser você, sim”, disse a CLAUDIA.

Por causa de seu posicionamento favorável à Reforma da Previdência, atualmente, Tabata é alvo de um processo disciplinar instaurado pelo PDT. No momento, ela alega perseguição política e pretende entrar na justiça para que possa sair do partido sem perder o mandato.

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