Susana Vieira: “Acho que nasci em uma escola de samba”

A atriz e madrinha da escola 'Grande Rio' conta como surgiu sua paixão pelo Carnaval

Acho que nasci numa quadra de escola de samba. Tenho memórias de quando era pequena e já gostava das fantasias, da música, dos carros passando… Ainda mais que eu morava em Buenos Aires na infância e vinha passar as férias no Rio, na casa de uma tia chamada Lourdes. Já imaginou o impacto que era ver o que se chamava de “desfile da grande sociedade” para uma menina que não tinha nada disso na Argentina? E olhe que eram uns carros horrorosos, com uns bonecos tão feios que até davam medo! Não importa, eu amava, e aquilo tudo despertou minha paixão pelo Carnaval.

Uns anos depois, mudei de volta para o Brasil e fui morar na Ilha do Governador, no Rio. Naquela época já fui escolhida para ser madrinha de bateria dentro de um salão, em um baile. Eu tinha só 16 anos! É lógico que meu pai odiava a ideia, né? Ele detestava Carnaval… Eu pedia para ir e ele proibia, era uma lenga-lenga. Mas não adiantou nada, porque virei uma foliã animada até hoje.

Sou encantada com a organização da festa. É muita disciplina e dedicação… Todos juntos por um único objetivo. Não me importa se a escola está no primeiro ou no segundo grupo – a cada ano eles se superam! E o povo precisa curtir. É importante sentir essa alegria. Antes era um evento que acontecia somente nas rodas de samba das comunidades. Hoje é algo concorrido, todo mundo quer desfilar junto!

Para mim é uma honra ter sido convidada para ser rainha de bateria da Grande Rio por mais um ano… Já vivi de tudo pela escola: emoção, incêndio, chuva e muita alegria. Até já costurei fantasia de ala. E a relação de amor é recíproca! A comunidade me recebe de braços abertos. Ao mesmo tempo em que me veem como uma estrela, há intimidade. Sabemos que estamos juntos para o que der e vier sempre! Quando a bateria começa, meu coração dispara e meus olhos, com lágrimas, falam por mim… É sempre uma emoção diferente, como se fosse a primeira vez! Tem raça, tem ritmo, tem amor!

Tenho tanta honra de ser madrinha de bateria da Grande Rio por mais um ano… Dá orgulho!

E eu só tenho a agradecer a Deus por ter tanto pique. Acho que vem da minha alegria de viver, da saúde que eu tenho. Eu também não bebo, não fumo, faço exercícios físicos e sigo uma alimentação bem correta. Tudo isso contribui para aproveitar os ensaios e a noite do desfile até o fim. Não vejo a hora de pisar na Sapucaí e ver essa festa linda… Vamos fazer bonito!

Um beijo bem grande,

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