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Rodrigo Lombardi: “Não me sinto um galã”

No ar como o capitão Theo, Rodrigo Lombardi fala da experiência de viver um militar e rejeita o título de bonitão

Por Redação M de Mulher Atualizado em 16 jan 2020, 07h06 - Publicado em 11 nov 2012, 21h00

Para interpretar Theo, em “Salve Jorge”, Rodrigo Lombardi mergulhou no universo dos militares
Foto: TV Globo/Divulgação

Se aos 18 anos comemorou por ter sobrado no Exército, hoje, aos 36 anos, Rodrigo Lombardi tem se deliciado com o mundo militar. Na pele do capitão Theo, em “Salve Jorge“, o ator tem vivido tão intensamente a existência de seu personagem, que, às vezes, até esquece que é apenas um trabalho.

Apesar de estar no primeiro time de galãs da Globo, o bonitão garante que isso não o envaidece, porque esse tipo de informação é irrelevante. “Não me sinto galã. O rótulo fica a cargo de vocês. Nunca questiono os autores sobre se o personagem é galã. Não tem isso!”, afirma o paulistano.

Representar os militares deve causar-lhe um peso maior, não é?
A gente está aqui para se divertir. Eu parto da premissa de que as pessoas só curtem ver alguém fazendo o que gostam. A responsabilidade não tem nada com isso. Quanto mais o tempo passa, mais a gente (elenco e produção) se conhece, mais a gente se diverte, e mais cenas malucas vão aparecendo. Isso que é o mais gostoso!

Que tipo de preparação foi preciso para viver o Theo?
Além do workshop da Globo, passei uma semana na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras)., onde pude ter um contato mais próximo com as armas e com os blindados. Durante esse período, eu ficava lá o dia inteiro. Fora isso, temos militares ajudando a gente em cena. O núcleo do regimento parece um BBB de militares. Ficamos ouvindo o tempo todo: “Não é isso! Tá errado!”

Você também está mais magro…
Estou com seis quilos a menos. Na verdade, estou mais magro pelos sete anos de Rede Globo e as sete novelas que fiz. Durante esse tempo, me deixei um pouco de lado. Chega uma hora que você descamba, não tem jeito! Precisei voltar a me cuidar. Comecei a fechar a boca, voltei a fazer exercício e emagreci, porque o personagem pedia também.

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Você serviu ao Exército?
Não, porque eu morava em Juquitiba, cidade pequena do interior de São Paulo, e foi todo mundo dispensado. Só fui lá jurar a bandeira. Aos 17 anos, não queria servir. Na época, fiquei feliz, porque queria jogar voleibol, mas, de vez em quando, deitava e imaginava como seria legal passar pela experiência.

Acha que seria um bom militar se tivesse servido?
Com as experiências que estou tendo agora, com 36 anos, falo para você que estou adorando esse universo. Mas não sei se aos 17, 18 anos pensaria da mesma forma. Hoje, o que mudou é que eu só encaro a parte boa, vou brincar disso. Mas acordar cedo, e às 7 horas da manhã estar a postos com a bota engraxada, não sei… Gosto de ser livre.

A preparação para Salve Jorge foi mais complicada do que a que você fez para Caminho das Índias (2009)?
Não tem a mais complicada. Os dois foram trabalhosos. Os personagens exigem tempo de assimilação, de preparo… O aprendizado leva tempo.

O fato de já ter trabalhado com a Gloria Perez o deixa mais confiante para encarar o novo trabalho?
Confiança eu acredito que o ator nunca tem! A gente tem é uma segurança pela equipe ser a mesma, todo mundo já se conhece… Isso facilita o trabalho.

E como é saber que é um dos queridinhos da Gloria?
A gente se gosta! Ela tem um olhar no folhetim muito característico. Você vê que ela não faz nada pequeno. São 96 atores e ela escreve sozinha. Tem assunto para todos. É o que eu falo: ela é maluca! É uma satisfação enorme saber que alguém gosta do seu trabalho. Pode ser um autor ou o cara da padaria. É bom ouvir que essas pessoas são seus fãs.

O título de galã ainda o incomoda?
Não me sinto galã. O rótulo fica por conta de vocês. Eu nunca questiono os autores sobre se o personagem é galã. Não tem isso de jeito nenhum. O negócio é encontrar a verdade do papel, que vai estar em situações em que a autora e a direção vão levar para um determinado caminho. As qualidades que vão atribuir a esse personagem fica a cargo da imprensa e das pessoas que assistem. Não é comigo!

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