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Monja Coen dá lição poderosa sobre empatia no ‘Encontro’

A líder espiritual falou sobre ter uma perspectiva diferente de ver quem faz mal ao outro.

Por Alice Arnoldi Atualizado em 15 jan 2020, 20h56 - Publicado em 3 abr 2019, 16h13

Ao lado de Fátima Bernardes, Nany People e Diogo Vilela, Monja Coen foi uma das convidadas do programa “Encontro”, nesta quarta-feira (3). Além de divulgar o livro “Verdade?”, que questiona a veracidade dos ditados populares, a Monja participou do quadro “Tô querendo saber” e deu uma lição importante sobre empatia.

A pergunta que resultou em uma resposta especial foi feita pelo Cauê Fabiano antes de iniciar o “G1 em um minuto”, quadro que atualiza o telespectador sobre as notícias do momento.

“Em tempos tão inflamados, como que a gente faz para continuar exercitando a empatia pelo o outro, principalmente o outro que pensa diferente da gente?”, indagou o jornalista. 

Confira a resposta completa da Monja Coen, que foi uma verdadeira aula de empatia:

“Não é maravilhoso que pensem diferente de nós? Por que todos têm que concordar conosco? A discordância faz parte da vida. E você ter a capacidade de compaixão… o Dalai-Lama fala uma coisa que eu gosto muito: que a compaixão nem sempre é visceral. Se você vê alguém maltratando alguém, falando coisas discriminatórias e impróprias, a gente vai ter pena daquele que é discriminado. Vai ter pena da vítima. Mas você precisa descobrir a capacidade de sentir pena daquele que está vitimando, porque é um ser muito infeliz.

O ser que é realmente desperto, bom, amoroso, não é grosseiro, rude. Então essa pessoa está quase gritando ‘socorro, socorro’. Quer aparecer, quer falar bobagem, falar coisas erradas. A gente tem que se apiedar. Não é fácil, porque não é visceral. A gente trabalha com o intelecto. ‘Por que este ser está se manifestando dessa forma? Qual necessidade verdadeira que não está sendo atendida?’.”

Logo após deixar esse ensinamento para Cauê e ao público, a Monja brincou e disse que depois de fazer essas perguntas para si, o jornalista poderia levar a pessoa para tomar um café no lugar que estava escrito em sua blusa, que nada mais era do que o “Central Perk” de Friends.

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