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Após escândalo com Diana, BBC promete doar U$ 2 milhões para causa social

Doação busca reparar os danos causados à família pela entrevista com a princesa Diana, em 1995

Por Da Redação Atualizado em 16 ago 2021, 18h54 - Publicado em 16 ago 2021, 18h42

26 anos depois da entrevista polêmica da princesa Diana à BBC, a emissora de televisão prometeu doar 2 milhões para uma instituição social que a família real escolher.

Na ocasião, Martin Bashir, jornalista responsável pela matéria, induziu as respostas da princesa, que acabou revelando a traição do príncipe Charles com Camila, por meio de documentos falsos e artimanhas enganadoras.

Para se redimir com a realeza, o valor acumulado pela emissora com a divulgação da reportagem de Diana será destinado para causas sociais, assim como uma indenização que a BBC precisa pagar à família.

Bashir chegou a fazer um pedido de desculpas à BBC por ter falsificado os documentos, mas garantiu que ainda se sente muito satisfeito com a entrevista.  Ele abandonou as funções na empresa antes da divulgação do inquérito. 

Em novembro do ano passado, o irmão da princesa de Gales, Earl Spencer, disse à People que uma pessoa da equipe do jornalista era paga para divulgar na mídia informações sobre a família de Diana. 

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“Foi isso que me levou a falar com Diana sobre essas coisas”, disse o irmão. “Isso, por sua vez, levou à reunião em que apresentei Diana a Bashir, em 19 de setembro de 1995. Isso levou à entrevista.”

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O príncipe William se posicionou no Twitter em relação à ação da BBC. “Nossa mãe era uma mulher incrível que dedicou sua vida ao serviço. Ela era resistente, corajosa e inquestionavelmente honesta. O efeito cascata de uma cultura de exploração e práticas antiéticas acabaram por tirar sua vida”, lamentou.

O duque de Cambridge ainda demonstrou sua preocupação para que a história de sua mãe não se repetisse. “Para aqueles que assumiram alguma forma de responsabilidade, obrigado por possuí-la. Esse é o primeiro passo em direção à justiça e à verdade. No entanto, o que me preocupa profundamente é que práticas como essas – e ainda piores – ainda são comuns hoje. Agora, é maior do que um veículo, uma rede ou uma publicação”, destacou.

Ele ainda fez um apelo para todos lembrarem do que Diana representava. “Nossa mãe perdeu a vida por causa disso e nada mudou. Ao proteger seu legado, protegemos a todos e defendemos a dignidade com que ela viveu. Vamos lembrar quem ela foi e o que ela representou”, ressaltou. 

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