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Atuação em Tropa de Elite abre portas para Caio Junqueira

O ator, que apaixonou o país no filme, fala de seu amor pelo cinema, e muito mais

Por Redação M de Mulher Atualizado em 21 jan 2020, 11h53 - Publicado em 30 out 2008, 21h00

Caio Junqueira: feliz com comentários de
Walther Negrão sobre Tropa de Elite
Foto: Divulgação

Sucesso antes mesmo de ter sido lançado nos cinemas, Tropa de Elite se tornou um divisor de águas na carreira de Caio Junqueira, 30 anos. Pelo menos é assim que o ator, hoje na telinha como o engenheiro Gaspar de Desejo Proibido, vê o filme de José Padilha, no qual ele interpreta “seu 06” Neto, um aspirante ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Há 22 anos ganhando a vida como artista, Caio comemora o êxito pessoal como um reconhecimento por todos os seus trabalhos. E olha que não são poucos: sete novelas, entre as quais Barriga de Aluguel (Globo, 1990) e Um Anjo Caiu do Céu (Globo, 2001), sete minisséries, como Aquarela do Brasil (Globo, 2000) e 15 filmes, entre eles, Central do Brasil (1998) e Zuzu Angel (2006). Filho do ator e diretor Fábio Junqueira e irmão de Jonas Torres, que interpretava o Bacana de Armação Ilimitada, na década de 80, nesta entrevista, Caio abre o coração.

Em Desejo
“Gaspar é um engenheiro de São Paulo que foi para Passaperto analisar o solo. Descobre que, em determinado trecho, o melhor lugar para a estrada de ferro passar é em cima da gruta da Santa e, claro, isso cria uma grande encrenca. O personagem ganha ainda mais espaço ao se apaixonar por Guilhermina (Camila Rodrigues), a filha mais velha do delegado Trajano (Cássio Gabus Mendes), o que trará mais confusão. Estou adorando! Soube que o Walther Negrão (autor da novela) disse que o meu papel cresceu na trama por causa do que ele viu em Tropa de Elite e fico muito feliz com isso. Estou aí, pronto e disponível para trabalhar .”

Na boca do povo
“Atuar em Tropa de Elite, meu 15º longa, foi um marco importante. Eu já tinha participado de algumas produções maravilhosas. Mas Tropa caiu na boca do povo. É muito ruim existir pirataria, mas neste caso nos trouxe popularidade e o 06 (o número do Neto no Bope) ficou muito conhecido. Atraiu para o cinema um público que ainda não tinha o hábito de ir. Na época da escalação de Tropa, tivemos aulas teóricas do que é ser um PM e recebemos o treinamento do Bope, que foi bom, mas muito pesado. Foi um filme de ação bem-feito e retrata uma realidade nua e crua porque fala sobre violência e nossa política de segurança.”

Berço
“Cresci dormindo em camarins e, já criança, pedia para ser ator. Meu pai e minha mãe (Maria Inez) respeitavam os meus desejos e me criaram para ser independente, porém sempre exigiam que eu não abandonasse os estudos. Comecei a carreira junto com o meu irmão, o Jonas. Fazia o Eugênio, amigo do Bacana em Armação Ilimitada (Globo, 1988).”

E o coração?
“Estou solteiro no momento. Aliás, há dois anos, desde que terminei o namoro com Laura Ramos, uma atriz cubana. Nos conhecemos durante as filmagens de Viva Zapato e ficamos juntos três anos… Acabou… Não consegui engatar um romance sério até hoje, mas não vou desistir… (risos).”

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