Ana Hickmann revela que vai lançar marca de maquiagem

Dona de um império, com linhas de roupas, óculos e esmaltes, Ana se prepara para uma nova empreitada

Ela é grande. E não estamos falando de sua estatura de modelo internacional ou do comprimento das longas pernas (com 1,20 metro, já foram citadas até em comercial de carro), que ficaram ainda mais em evidência com os saltos altíssimos que ela usava no dia das fotos deste ensaio.

Qualquer corredor vira uma passarela para Ana Hickmann. Mas enorme mesmo é sua capacidade de transformar ideias em negócios e, consequentemente, em lucro. Aos 37 anos, a gaúcha se define como empresária, empreendedora e comunicadora. Esta última função é uma referência não apenas a seu trabalho como apresentadora do programa diário Hoje em Dia, da Rede Record, mas também ao jeito como conduz seus demais meios de diálogo com o público, como as redes sociais e o canal que estreou em maio de 2017 no YouTube.

“Sou inquieta, gosto de desafios. De onde eu vim, parecia impossível me tornar empresária, mas peguei o gostinho desde o primeiro licenciamento, em 2002”, diz ela. Enquanto é maquiada, Ana administra demandas de todos os tipos. Revisa a pauta da edição do dia seguinte, aprova a nova linha de esmaltes que leva seu nome e discute detalhes da estratégia de lançamento de outro produto, além de disparar mensagens para algumas das cerca de 35 pessoas que emprega para dar conta do império que construiu em pouco mais de 20 anos de carreira.

 (Karine Basílio/CLAUDIA)

“As pessoas veem seus louros, mas não o que você passa para chegar lá. Não tenho vergonha do que conquistei; sei quanto custou”, afirma. Os produtos licenciados estão entre os itens que mais exigem sua atenção no dia a dia. Ela descobriu essa mina de ouro muito antes da maioria das celebridades – inclui, não apenas os produtos de beleza, moda e acessórios como lojas próprias, um instituto de cursos profissionalizantes e uma rede de franquias de depilação.

Dona de uma personalidade forte, como ela mesma descreve, Ana é firme a cada decisão que toma nos negócios. Com a mesma confiança, dá palpites sobre os figurinos escolhidos pela equipe de CLAUDIA. Não confunda esse poder todo com arrogância. O que Ana passa é aquela segurança própria da maturidade e, também, de quem não tem medo de arriscar e errar. “Acredito e sigo a minha intuição. É melhor levar um tombo do que passar o resto da vida arrependida do que não fez”, dispara.

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A disposição para experimentar o novo explica, em parte, o fato de ela ser tão bem-sucedida no que faz. Mas há outro aspecto que diferencia Ana Lúcia, a menina que nasceu em uma família simples do interior do Rio Grande do Sul, de muitas de suas colegas que começaram como top model na mesma época que ela, em meados dos anos 1990.

 (Karine Basílio/CLAUDIA)

Aos 16, ela já sabia que a carreira teria prazo de validade. Então, ao lado do marido, o empresário Alexandre Corrêa, com quem começou a namorar cedo, passou a mirar horizontes paralelos. Quando sentiu necessidade de mudar, o plano B estava pronto para ser iniciado. “Me chamaram de louca por largar a Victoria’s Secret e Nova York para explorar a TV brasileira, mas eu devia a mim mesma essa tentativa.”

Deu certo. Em 2004, ganhou uma coluna no Tudo a Ver, da Record, ao lado de Paulo Henrique Amorim e, no ano seguinte, virou apresentadora do Hoje em Dia. Passou por outras atrações antes de voltar, em 2015, ao programa diário, que fica ao menos duas horas no ar. Sai do estúdio perto do horário do almoço e se dirige ao escritório para gerenciar sua empresa milionária (o faturamento anual ultrapassa 400 milhões de reais).

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Acompanha de perto a equipe de marketing e escolhe, com o time de stylist das marcas parceiras, até a cor dar armações dos óculos, modelos das bolsas e notas dos perfumes. Para este ano, a grande novidade é a linha de maquiagem, área que ela domina. Em seu canal, ensina o passo a passo dos makes, desde os mais discretos, para um encontro com o marido, até os mais ousados, para o Carnaval. “Eu me preocupei com a fixação, a cor, a textura, se borra ou não. Experimentei tudo antes de aprovar.” Os conteúdos em vídeo no canal serão outra prioridade na agenda de 2019. Os quase 600 mil seguidores vão acompanhar diários de viagem por Foz do Iguaçu e até Curaçao, no Caribe.

 (Karine Basílio/CLAUDIA)

Mãe, a maior inspiração

Ana tinha 10 anos quando os pais, Reni Saath e João Inácio Hickmann, se separaram. A mãe, dona de casa, precisou se reinventar enquanto criava os quatro filhos. Três anos mais tarde, Reni aprendeu a dirigir. “No dia em que chegou em casa com a carta, a bordo do nosso Fiat Uno verde, me chamou para sentar no banco da frente e avisou que me ensinaria a dirigir. Eu tinha 13 anos, mas foi tão simbólico”, lembra a apresentadora.

“Naquele momento, aprendi a importância de ser independente.” Para Ana, a mãe é até hoje o maior exemplo de mulher empoderada. Depois de tirar a habilitação, Reni fez supletivo e cursou engenharia agrícola em uma universidade federal. Emendou mestrado, doutorado e pós-doutorado. “Ela me falou: ‘Nunca dependa de ninguém ou se torne capacho. Você precisa se bastar. Um companheiro deve acrescentar somente’.”

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Premissa que Ana parece seguir em sua união de mais de 20 anos com Alexandre, que também é seu sócio nos negócios. O combinado entre eles é que o filho, também Alexandre, 4 anos, é sempre prioridade. Nas reuniões da escola, ambos precisam estar presentes. No café da manhã, também. “E a lição eu acompanho”, diz ela. O pequeno chegou quando Ana tinha 33 anos, após um tratamento de fertilização. Nada indicava que ela teria dificuldade para engravidar.

Contudo, temia que a ansiedade se tornasse um entrave e fizesse do processo algo traumático. A maternidade veio com um aprendizado para ela: o controle total não existe. “Essa coisa de assegurar minha independência me deixou acostumada a estar no comando. No fim da gravidez, a médica disse que eu deveria repousar ou seria internada, porque o bebê não ganhava peso e poderia nascer antes da hora. Entendi que não controlava nada”, conta. Levou essa percepção para a área dos negócios. “Com o passar dos anos, comecei a delegar. Abri mão de fazer tudo. Antes, isso era um sofrimento, mas resolvi mudar. Creio profundamente na capacidade do ser humano de evoluir, de se tornar uma pessoa melhor e mais feliz. Essa tem que ser uma meta diária.”

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