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Integral, concentrado, em pó, néctar… entenda as diferenças entre sucos

São tantas opções quando decidimos colocar o suco em nossa rotina alimentar! Venha saber as características de cada um deles.

Por Raquel Drehmer Atualizado em 15 jan 2020, 15h17 - Publicado em 9 jun 2019, 21h03

Em busca de um estilo de vida mais saudável, cada vez mais pessoas têm optado por abrir mão do refrigerante e aderir aos sucos como acompanhamento das refeições e também como bebida para se refrescar ao longo do dia. Segundo a SNA – Sociedade Nacional de Agricultura, o mercado de sucos vem crescendo em média 2,5% ao ano no Brasil.

Só que na hora da compra, diante de uma variedade imensa de bebidas nas prateleiras dos mercados, pode ser complicado escolher o que levar para casa: reconstituído, integral, néctar, concentrado… O que quer dizer tudo isso? Conversamos com especialistas para desvendar as características de cada um.

Para começo de conversa, embora chamemos tudo de “suco”, só pode ser denominado suco o que tiver no mínimo 50% de fruta; se tiver menos que isso, ganha nomenclaturas como néctar e refresco. Vamos entender melhor cada caso.

Suco integral

Com 100% de fruta, é obtido da fruta madura e, a rigor, não tem adição de água, açúcares ou conservantes. Porém, a legislação permite uma exceção: se o fabricante optar por adoçar um suco de fruta muito azeda ou amarga, pode usar até 10% de açúcar, desde que coloque no rótulo “suco integral adoçado”.

Suco concentrado

Trata-se do suco integral “reduzido”, isto é, com uma parte de água removida por evaporação; neste processo, perde uma parcela das vitaminas e propriedades nutricionais da fruta. A técnica é empregada para compactar o produto e possibilitar o transporte de maiores quantidades de embalagens. A legislação prevê alguns aditivos que podem ser usados para aumentar a validade do suco, e o rótulo deve trazer a informação de quanta água é necessária para que ele fique semelhante ao natural e ideal para consumo.

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Suco reconstituído

É o suco concentrado já misturado com água, pronto para consumo. Existe porque há empresas que optem por comprar o suco concentrado e então prepará-lo para venda em vez de fazer todo o processo de extração do suco da fruta. Vale ressaltar que a adição de água não recupera as propriedades nutricionais perdidas quando o suco integral virou concentrado.

Néctar

Pode ter entre 20% e 50% de suco de fruta – que é diluído em água e tem açúcares acrescentados no processo. Já é vendido pronto para consumo.

Refresco

Dependendo do sabor, pode trazer entre 6% e 30% de suco de fruta – que, assim como o néctar, será diluído em água e ter açúcares acrescentados na formulação. Alguns exemplos: refresco de laranja, tangerina ou uva – 30% de suco; limão ou maçã – 25% de suco; maracujá – 6% de suco. É vendido pronto para consumo.

Refresco em pó

A concentração obrigatória de suco da fruta é tão baixa – apenas 1% – que a maioria dos nutricionistas sequer considera a bebida um suco. Tem acréscimo de açúcar, aditivos químicos e conservantes, além de uma quantidade alta de sódio (o que o torna impróprio para hipertensos). Precisa ser diluído em água para ser consumido. É nutricionalmente pobre, praticamente um refrigerante sem gás.

Fontes consultadas: Clarissa Fujiwara (nutricionista, membro do Departamento de Nutrição da Abeso – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), Gislaine Santana (engenheira de alimentos da Campo Largo Bebidas) e Keliani Bordin (engenheira de alimentos, professora doutora da Escola Politécnica da PUCPR – Pontifícia Universidade Católica do Paraná)

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