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Flavia Viana

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Bailarina e jornalista, ou jornalista e bailarina. Tanto faz. A coluna fala sobre métodos, histórias, entrevista pessoas, mostra tendências, espetáculos, entre outros assuntos relacionados, mas colocando em tudo isso o mais importante: seu grande amor pela dança
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Há dez anos, o Ballet do Paraisópolis transforma vidas

Ballet do Paraisópolis completa 10 anos com ampliação de sua sede na comunidade em SP, exposição sobre sua trajetória, um livro e um documentário

Por Flavia Viana
8 nov 2022, 09h52

A dança transforma vidas, inspira pessoas e as fazem sonhar. Quem se apaixona por ela, sem dúvida constrói caminhos muitas vezes de um amor incondicional, como o da bailarina Monica Tarragó. Ela vem construindo com esse amor, desde 2012, uma história inesquecível com comunidade de Paraisópolis, localizada na Zona Sul de São Paulo.

O Ballet de uma das maiores comunidades do país está completando 10 anos este ano, e essa longa comemoração envolve uma exposição de toda essa trajetória, um livro que está sendo escrito, um documentário que possivelmente será lançado no ano que vem e a ampliação do prédio de sua sede de três andares dentro da comunidade.“Do início em uma pequena sala com apenas 20 alunos ao prédio de três andares que atende mais de 200 crianças, e com uma fila de espera com outras duas mil, capacitamos e facilitamos crianças a alçarem seus voos por meio de oficinas nas mais diversas áreas. Além da dança, educação, saúde e ações sociais também integram as atividades. Passamos por inúmeros palcos pelo Brasil, desfilamos no Carnaval de São Paulo e chegamos até Nova York”, explica Tarragó.

bailarinas do Ballet Paraisópolis
As bailarinas do Ballet Paraisópolis. (Vitoria Andregueti/Divulgação)

Na verdade, desde muito jovem, Monica escolheu a dança, e foi através dela que resolveu mudar a vida de muitos. “A minha vida está aqui. Eu acordo assim: ‘Se eu não tenho o ballet aqui [ no Ballet Paraisópolis], para mim, é muito difícil’. As minhas férias são super reduzidas, até porque eu preciso ocupar muito o tempo deles. Se fosse de domingo a domingo seria bárbaro. E para mim é assim, é o meu sentimento”, explica emocionada.

Quando você entra na sede do Ballet do Paraisópolis, vê impresso ali o amor pela arte da dança, as transformações que ela fez e faz na vida de todos que estão envolvidos em todo o processo, do aluno ao voluntário, e também tudo que Mônica e sua equipe vem construindo ao longo desse tempo, é nítido, e também emociona! 

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Ballet Paraisópolis
O novo andar do Ballet Paraisópolis fornecerá uma apta e ampla infraestrutura e conta com sala sem pilastras, proporcionando maior qualidade e segurança de movimentos nas aulas. (Fernanda Kirmayr/Divulgação)

“Nossa, foi a maior alegria da minha vida. Primeiro projeto aprovado em 2012 e eu já tinha 100 crianças. A ideia era dar oportunidade, tirar os talentos daqui, porque sem oportunidade eles jamais conseguiriam, porque é uma arte muito elitista e caríssima. Eu estou vendo aqui no dia a dia e já transformando 200 crianças nesse crescimento que é um valor alto, e transformando em um público semiprofissional, formando a Companhia de Ballet em Paraisópolis, e sei como tudo isso fica caro. Então, eu fui entendendo que eu tinha que dar oportunidade”, relembra Monica.

Completar 10 anos do Ballet de Paraisópolis, para ela, é entender que tudo é possível, que podemos sonhar e realizar, é de fato uma grande vitória.

“Nossa! Completar 10 anos é uma vitória! Eu choro todos os dias… A hora que entrega a exposição eu choro, agora vem o livro e eu choro. Eu estou assim porque conseguimos chegar aos 10 anos este ano, ter o Grupo Jovem, a Cia Jovem, enfim, estamos sendo coroados. Essa entrega dos 10 anos é a chave que estamos virando. Os pequenos estão em formação, os mais velhos já estão começando a voar, e nós já estamos entrando no radar, no circuito de companhias”, explica a diretora.

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O novo andar do Ballet Paraisópolis fornecerá uma apta e ampla infraestrutura e conta com sala sem pilastras, proporcionando maior qualidade e segurança de movimentos nas aulas e ensaios, além de refeitório, vestiário, horta e jardim, promovendo a conscientização sustentável dos alunos através de pequenas atitudes do dia a dia. Para a realização desse sonho, o Ballet do Paraisópolis contou a ajuda do Instituto Alok, que apoia o projeto ao lado do BTG Pactual, Instituto Bacuri e Instituto V5.O Dj esteve na sede do Ballet na comunidade, pois fez questão de conhecer o espaço e também as crianças atendidas por ele. Na ocasião, Alok ficou encantado com a apresentação e o nível do grupo do ballet, além de fazer alguns convites inesperados.

ballet do paraisópolis
Ballet do Paraisópolis tem muito a comemorar, das vidas transformadas ao sucesso da companhia. (Fernanda Kirmayr/Divulgação)

“Você vê que é um projeto que transforma vidas mesmo, é real, então ele vai acompanhando mesmo todo esse estilo de vida, eu fiquei muito impressionado, porque é um projeto que deu certo. Que dá certo. Eu estava lá embaixo passando na exposição, e me chamou muito a atenção algumas imagens, alguns contrastes que eu, na verdade, nunca tinha visto ainda em um clipe. Tinha uma imagem ali que eram elas na viela e tal, e me inspirou bastante, sabe? E eu fico pensando: como ninguém fez um clipe ainda disso? Devem até ter feito, mas não na magnitude pop assim, entende”, enfatiza Alok. A partir desta fala, o DJ formalizou um convite ao Ballet não só para o clipe, mas também sobre uma trilha sonora para eles (o ballet). Foi uma troca de emoções antes, durante e após a apresentação feita para ele, que, sem dúvidas, saiu dali bastante tocado e nitidamente emocionado. “Sem dúvida, esse é um dos projetos mais incríveis que já conheci, e vale muito a pena, não só pela questão financeira, mas pela questão da energia que a gente vê e sente que existe”, conclui.

O envolvimento do Dj no projeto é mais uma conquista para Monica que se soma aos 10 anos de existência do Ballet do Paraisópolis, que ainda envolve a formatura de oito jovens bailarinas integrantes do recém-criado Grupo Jovem Ballet Paraisópolis, a estreia do espetáculo de dança contemporânea Bando, as apresentações da remontagem do balé Paquita e uma suíte inspirada no primeiro ato de A Bela Adormecida e a exposição fotográfica Ballet Paraisópolis 10 anos – Voar é Possível.“Aqui estamos formando profissionais e cidadãos. A ideia é essa! Eu tenho crianças aqui que eles mesmo já estão documentados: “Eu não serei bailarino, mas eu serei o seu cenógrafo, eu serei o seu audiovisual, eu sou a sua secretária”. Então, que não seja um bailarino, mas seja um bom cidadão para o mundo. Esse que é o debate aqui”, finaliza Monica.

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