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Natália Dornellas Conversa de Vó Natália Dornellas é jornalista, podcaster e ativista da longevidade. Procura por avós e avôs para prosear e histórias de #avosidade para contar. É criadora do podcast Conversa de Vó e cofundadora da plataforma 40+ AsPerennials

Conheça Colette Maze, 108 anos de juventude

Aberta a temporada de centenários!

Por Natalia Dornellas Atualizado em 5 ago 2022, 17h42 - Publicado em 6 ago 2022, 08h28

Há duas semanas, tive o prazer de comemorar os 100 anos de seu João Gualberto, um dos personagens do meu projeto CONVERSA DE VÓ, E DE VÔ. Com tantos amigos nonagenários, antevejo uma temporada de grandes festas de centenário chegando para mim.

Pensando nisso, resolvi trazer para esta coluna histórias de centenário do Brasil e do mundo. e começo hoje essa série com Colette Maze, uma força da natureza. Lançar seu sexto álbum, aos 107 anos de idade, foi só um dos feitos da francesa, uma das pianistas mais antigas do mundo. Ela terminou o álbum em maio do último ano, depois de tocar seu instrumento preferido por cerca de 102 anos.

“A juventude está dentro de nós. Se você aprecia o que é bonito ao seu redor, encontrará uma sensação de admiração”, disse ela à NPR. Apesar de alguma deterioração em sua visão e audição, nossa personagem mantém sua criança em dia, o que a mantém em movimento.

pianista Colette Maze
“A juventude está dentro de nós. Se você aprecia o que é bonito ao seu redor, encontrará uma sensação de admiração.” Reprodução/Reprodução

Um pouco de história

Colette Maze, hoje com 108 anos, nasceu numa família de músicos, em 16 de junho de 1914, e começou a tocar piano aos 5 anos, mas foi proibida de seguir carreira por seus pais. Assim, ela perdeu a qualificação como pianista de concerto e se tornou professora, função que cumpriu por 20 anos.

Ela só começou a se gravar aos 84, trabalhando com um engenheiro de som aos domingos, quando sobrava um tempinho. Ao longo de 15 anos, ela gravou seis álbuns.

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Maze mora no 14º andar de um prédio de apartamentos à beira do rio Sena, em Paris, com Tigrou, seu gato malhado e dois pianos: um de meia cauda e um Pleyel, que ganhou seu aniversário de 18 anos. Sua prática diária é de cerca de quatro horas, haja chuva ou sol.

Colette Maze
Colette só começou a se gravar aos 84, trabalhando com um engenheiro de som aos domingos. Reprodução/Reprodução

“A música é uma linguagem afetiva, uma linguagem poética. Na música há de tudo: natureza, emoção, amor, revolta, sonhos. É como um alimento espiritual.”

Fabrice, seu único filho, de 71 anos, foi quem decidiu que sua mãe deveria “deixar um rastro” de seu talento gravando ela mesma. Para ele é inequivocamente o piano que dá à ela “energia positiva, força e motivação” para seguir vivendo.

“A vida é sobre ser apaixonado e curioso”, disse Maze à Deutsche Welle. “Você não pode deixar isso escapar”, concluiu.

*Para ver mais histórias com esta e acompanhar minha “curadoria de avós e avós”, acesse  nataliadornellas.com.br ou @nataliadornellas, no Instagram. Ah, e se conhecer personagens centenários que mereçam ter suas histórias contadas a plenos pulmões, me deixe saber no natalia@nataliadornellas.com.br.  

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