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Relatório da ONU indica que mulheres ganham 24% menos do que homens

ONU sugere mudanças trabalhistas para combater desigualdade salarial

Por Luciana Teixeira (colaboradora) Atualizado em 21 jan 2020, 16h25 - Publicado em 14 dez 2015, 11h39

Os números que mostram a desigualdade salarial entre gêneros são sempre transtornantes – até o Papa Francisco já se manifestou sobre o tema. No relatório divulgado hoje pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (PNUD), percebemos que apesar das mulheres realizarem 52% de todo trabalho no mundo, ainda existe um longo caminho a percorrer.

Tão alarmante quanto a diferença salarial – em média, 24% – é o fato das mulheres trabalharam DE GRAÇA três a cada quatro horas de trabalho, enquanto os homens trabalham remuneradamente duas de três horas. A tendência, infelizmente, é piorar, já que muitas mulheres param de trabalhar para cuidar de familiares mais frágeis (filh@s e os pais idos@s, por exemplo).

kieferpix / Thinkstock
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Focando na América Latina e Caribe, a média de diferença salarial cai para 19%. Entretanto, as mulheres são frequentemente excluídas de cargos superiores e/ou gestão.

Além disso, a região conta com o maior percentual de trabalhadores doméstico – 20 MILHÕES – em comparação ao resto do mundo, correspondendo a 37% do total mundial!

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Leia também: É óbvio que interessa às mulheres ter o mesmo salário que os homens.

Thinkstock/Getty Images
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“O relatório mostra que é preciso começar a focar nessa questão da desigualdade de remuneração. É inaceitável que um homem e uma mulher façam a mesma coisa e a mulher ganhe menos. Tem aí um trabalho mais profundo, mais cultural, de transformar as normas sociais que excluem as mulheres do trabalho”, disse a coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional do PNUD, Andréa Bolzon, à Agência Brasil.

As sugestões feitas no relatório são de que sejam pensadas novas políticas que incluam a melhoria do acesso aos serviços de prestação de cuidados remunerados.

 

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