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Carol Sandler Por FINANÇAS FEMININAS Carol Sandler é jornalista, fundadora do Finanças Femininas e autora do "Detox das Compras"

Como escolher onde investir o seu dinheiro?

Primeiro passo é saber qual o objetivo do seu investimento; saiba que perguntas fazer para optar

Por CAROL SANDLER 12 abr 2018, 14h54

Imagine a seguinte cena: uma senhora entra na farmácia, vai até o balcão e pergunta ao farmacêutico:

– Qual é o melhor remédio?

– Como assim, minha senhora?

– Eu quero comprar um remédio e gostaria de saber qual é o melhor aqui desta farmácia.

– Mas é remédio para quê? Dor de barriga, dor de cabeça?

– Remédio para a minha saúde, ué!

Essa conversa pode parecer absurda, mas uma versão dela acontece diariamente com gerentes de bancos e de corretoras. Eu recebo pelo menos um e-mail por semana com a mesma pergunta: “qual é o melhor investimento?”.

A minha resposta é parecida com a do farmacêutico: “investimento para quê?”.

O mercado financeiro tem centenas de opções de investimentos diferentes, das mais conservadoras às mais arriscadas. Cada uma delas foi feita com um propósito específico. Só que, no meio de tantas opções, fica fácil de se perder.

Caderneta de poupança ou CDB? LCI ou LCA? Tesouro Direto ou ETF? No meio desta sopa de letrinhas, a tentação de muitos (e muitas) é de simplesmente desistir e deixar o seu dinheiro como está. O problema é que você sai perdendo de duas formas: perde dinheiro para a inflação e perde também todos aqueles rendimentos que poderia ter, caso o dinheiro estivesse bem aplicado.

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Então por onde começar?

Eu gosto de brincar que investimentos são como um sapato preto: existem vários modelos diferentes, cada um para uma ocasião. Um scarpin de bico fino é totalmente diferente de uma sandália de salto grosso. Para você escolher aquele que vai ser ideal para o seu momento, basta responder a algumas perguntas (e fique à vontade para pedir ajuda caso não consiga fazer tudo sozinha!):

1. Qual é o meu objetivo para este investimento?

Você quer comprar um carro ou se preparar para a aposentadoria? Isso faz muita diferença na hora de definir o investimento correto para você.

2. Qual é o prazo que tenho para realizá-lo?

Quem tem apenas 6 meses possui poucas opções, e quanto maior o prazo, maior o número de possibilidades.

3. Quanto dinheiro tenho disponível?

Todas as aplicações possuem um valor mínimo de investimento inicial, que pode ser de R$ 30, R$ 100, R$ 1.000… Quanto mais dinheiro disponível, mais opções.

4. Quanto a aplicação custa?

Se você sabe o valor do seu celular novo e daquela blusa, precisa ter clareza também nos custos do investimento. Tem taxa de administração? Tem cobrança de imposto?

5. Qual pode ser o retorno?

Afinal de contas, você também tem que pensar em quanto aquela aplicação pode render. E não pense no curto prazo não –você pode (e deve) pedir para o gerente calcular qual vai ser o seu ganho acumulado ao fim do prazo do investimento!
O gerente do banco tem sempre metas para cumprir, mas ele pode sim te ajudar a fazer algumas contas para ver qual é a opção que mais faz sentido para você.

Se você é iniciante, já te adianto algumas opções interessantes que você pode avaliar: Tesouro Direto e CDBs. Pesquise, compare e peça para o seu gerente fazer o cálculo de qual vai ser a rentabilidade líquida acumulada dos dois –em português claro, quanto você vai ganhar após as taxas e impostos e ao longo do tempo. Com isso, você vai estar pronta para tomar a sua decisão e aplicar o seu dinheiro.

Em uma pesquisa, 75% das mulheres afirmaram não entender nada sobre os vários tipos de investimentos. Para sair da estatística e conhecer tudo sobre o assunto, você pode acessar a área de Investimentos do Finanças Femininas.

Na hora em que você começar a ver os rendimentos mensais, não vai mais querer parar.

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