CLIQUE E ASSINE A PARTIR R$ 6,90/MÊS
Ana Claudia Paixão A jornalista Ana Claudia Paixão (@anaclaudia.paixao21) fala de filmes, séries e histórias de Hollywood

Fênomeno mundial na TV, o filme Downton Abbey conquista o cinema

Filme, que estréia essa semana no Brasil, finalmente dá a Downton Abbey o status que merece

Por Da Redação 22 out 2019, 12h12

Downton Abbey, o filme é feito para os fãs. O filme começa poucos anos depois de onde a série “terminou”, e pelo visto pouca coisa mudou com os Crawleys: o mesmo cotidiano e as mesmas relações. Não que seja ruim, longe disso. O mundo acompanha a vida dos Crawleys via streaming ou TV há quase uma década e Downton Abbey conquistou o admiradores apesar de retratar um estilo de vida muito distante da referência cultural de muita gente. Ainda assim, não dá para evitar pensar que finalmente a realeza está na em casa, ou melhor, que Downton Abbey está na tela que faz jus à sua qualidade: o cinema.

Downton Abbey, o filme, é uma produção com vários easter eggs e muitas citações que só serão apreciadas por quem é familiarizado com a trama. O roteirista Julian Fellowes, que ganhou o Oscar pelo maravilhoso Gosford Park, não perde tempo dando alguma (ou nenhuma) explicação para os não-iniciados. Portanto, se você não viu nenhuma das seis temporadas pode demorar um pouco para entender a importância de alguns personagens, mas não vai ficar perdido na história. Isso porque a trama, como vários episódios da série, é relativamente simples: o Rei e Rainha da Inglaterra vão pernoitar em Downton Abbey e tudo tem que estar perfeito para a realeza. A partir desse evento começam os dramas da nobreza (Crawleys) assim como os de seus empregados, que praticamente fazem parte da família mas que respeitam a hierarquia. Dramas que ficam em torno do que vestir ou como arrumar na mesa, nada que se compare ao desafio para os empregados — literalmente abaixo — que são os que conseguem resolver todos os problemas possíveis: dos nobres e os deles mesmos.

Reprodução/Getty Images

Os figurinos, o cenário, a futilidade e as relações de classe no sistema monárquico são deliciosas de assistir. É um longo episódio, com novos personagens e as mesmas confusões de sempre, mas nunca é cansativo. Lady Mary (Michelle Dockery) continua a mesma, autocentrada e elegante. Quem mudou mais e inclusive admite isso é Tom Branson (Allen Leech), o ex-motorista irlandês que se tornou parte da família. (Eu sinto falta da Sybil!) Porém é preciso ressaltar que a alma da série, e do filme, segue sendo a inestimável Maggie Smith. Violet Crawley, a condessa Grantham tem as melhores falas, as melhores cenas e muito se deve ao carisma e talento de Smith. Aos 85 anos, ela não apenas rouba a cena, mas é responsável pelas risadas e lágrimas de Downton Abbey. Sim, há emoção e uma (pequena) surpresa, mas quem as notícias pela internet já desconfia do que se trate. Aqui se evita spoilers.

Apesar de parecer simples, não se pode subestimar uma trama que trata de cotidiano tão bem como a série tratou. Downton Abbey nos convida a acompanhar relações humanas e sociais em uma Inglaterra elitista, mas fascinante. O sucesso do filme foi tanto nos Estados Unidos e Europa que a continuação já foi confirmada.  Como os próprios Crawleys dizem: o mundo muda, mas eles continuam. E nós apreciamos isso.

Continua após a publicidade

Publicidade