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Ana Claudia Paixão A jornalista Ana Claudia Paixão (@anaclaudia.paixao21) fala de filmes, séries e histórias de Hollywood

Diana, uma princesa exclusiva para o cinema

Para a colunista, The Crown soube contar a juventude da princesa, mas, ainda falta uma obra definitiva sobre sua vida

Por Ana Claudia Paixão Atualizado em 1 abr 2021, 20h55 - Publicado em 1 abr 2021, 20h45

Se estivesse viva, em julho de 2021, a Princesa Diana completaria 60 anos. Vivemos praticamente mais tempo sem ela do que com ela, afinal a descobrimos com meros 19 anos de vida e a perdemos pouco depois de ter completado 37 anos, o que aconteceu há 24 anos. Ainda assim, somos fascinadas por ela. Curiosamente, há a sensação de que nunca vivemos tanto com conteúdo sobre Lady Di. É como se fosse o ano de Diana.

Diana Spencer é um fenômeno que não tem paralelo para explicar. Desde o momento em que a vimos pela primeira vez, ela revelou um magnetismo com as câmeras que, antes dela, apenas Marilyn Monroe provou ter igual. Marilyn, no entanto, buscou a fama e nos deixou vários filmes como sua obra.

Já Diana era apenas Diana, uma moça de família nobre e tímida, que acreditou (como nós) no conto de fadas e (como nós) ficou indignada com a realidade. Sua história, que não teria nada de diferente de muitas mulheres enganadas, ganhou proporções cinematográficas, apesar da princesa jamais ter sido atriz. Essa exposição, em tempos pré-redes sociais, pautaram a trágica trajetória da princesa, trazendo dor e causando traumas que até hoje afligem seus filhos, William e Harry.

O que Diana tinha em proporções astronômicas era empatia. A mesma que ela queria para si e que não recebeu da Família Real. E com um consumo ininterrupto de tudo que ela fez, pensou, vestiu ou falou, é pouco surpreendente que o cinema e a TV quisessem de alguma forma contar sua vida. E falharam até a última temporada de The Crown, quando Emma Corrin finalmente captou um pouco da essência de uma mulher tão fascinante e complicada.

A próxima temporada da série vai se aproximar da Diana da qual lembramos mais, a que se “rebelou” contra o sistema e ainda buscava sua voz, quando morreu no acidente de carro em Paris.

Elizabeth Debicki será a Diana do vestido da vingança, que se arriscou nas armadilhas com minas em Angola, que deu um basta a tudo. Só que sua versão só chegará à Netflix, com boa vontade, em 2022. Como superar a ausência da princesa?

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Teremos o filme Spencer, com Kristen Stewart, que deve se concentrar justamente no mesmo período da 5ª temporada de The Crown. Para quem acompanha na Internet, os figurinos têm ajudado a atriz em sua caracterização.

Se tiver receio de como o diretor de Spencer, Pablo Larrain, trabalha, podemos rever Jackie, com Natalie Portman interpretando Jacqueline Onassis, que foi indicada ao Oscar pelo papel. Deve ser o que Kristen sonha ao encarar tamanho desafio! Spencer, porém, só deve chegar às plataformas (ou cinemas) no segundo semestre de 2021, as filmagens ainda não acabaram.

A sede por Diana terá fontes com novos documentários perto de seu aniversário, em julho, e com o anúncio da Netflix do lançamento do musical, Diana, em 1º de outubro de 2021.

A peça que conta com música do tecladista da banda Bon Jovi, David Bryan, estava em cartaz há apenas 9 noites quando a pandemia fechou a Broadway. Embora se espere voltar em dezembro, a Netflix gravou uma apresentação em setembro de 2020 (sem o público) e é o que o mundo vai ver.

A atriz inglesa Jeanna de Waal interpreta a princesa e veste 39 modelos diferentes em toda apresentação. Momentos como Diana dançado Uptown Girl (que apareceu em The Crown) devem constar do musical. Os produtores dizem que é uma história de amadurecimento e que visa celebrar sua memória.

Como ainda faltam muitos meses, se bater saudade, vale rever The Crown ou o filme, com Naomi Watts, que também retratou o mesmo período que vai estar em Spencer e na temporada 5 de The Crown. O filme não é brilhante, mas pode preencher o vazio. Afinal, se tem uma coisa que nunca nos cansamos é de rever Diana. A verdadeira.

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