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Mais cor e produtos multifuncionais: a pandemia mexeu na rotina de beleza

O otimismo e a expectativa de um futuro mais leve vão impactar profundamente nossas preferências de maquiagem e autocuidado

Por Anna Paula Chagas Atualizado em 21 set 2021, 11h53 - Publicado em 22 set 2021, 16h00
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conceito de autocuidado mudou radicalmente no último ano e meio. Se antes a gente discutia passos infinitos de skincare, hoje tem mais valor um olhar holístico, que envolve também a relação da beleza com o bem-estar mental. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), os produtos de beleza tiveram um caráter emocional para oito em cada dez brasileiras durante o isolamento.

Os dados mostram que cerca de 35% das mulheres passaram a usar produtos para proteger a pele, 33% focaram mais na maquiagem dos olhos e 21% trocaram o batom pelos itens de hidratação dos lábios. Muita gente reviu conceitos e mudou hábitos. Na pesquisa, 74% das mulheres disseram que maquiagem colorida, brilho e perfume também podem ser usados dentro de casa.

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Para Priscilla Seripieri, especialista da WGSN, empresa de previsão de tendências de comportamento e consumo, a beleza tem sido encarada como reflexo de algo que vem de dentro para fora. Por esse motivo, no clima de esperança criado pela vacinação em massa, é provável que vejamos mais manifestações alto-astral.

Maquiagens com cores vibrantes refletem alegria e otimismo, sentimentos que fizeram falta nos últimos tempos, mas que começam a retornar”, afirma. Nos Estados Unidos, a indústria já observa um crescimento nas vendas de batons e outros produtos labiais. “Essa retomada deve acontecer aqui também”, acredita Gizela Pereira, gerente de produtos de maquiagem de O Boticário.

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Outro ponto a levar em consideração é a redução das telas e, consequentemente, dos filtros, o que vai alterar novamente nossa autoimagem. “Temos acompanhado maior interesse do público por produtos que valorizam traços de maneira natural”, explica Gizela.

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Isso impacta no segmento de skincare, já que, quanto mais bem tratada a pele, menor a necessidade de produtos de alta cobertura ou de muitas camadas. “As marcas que nasceram durante a pandemia têm como propósito melhorar nosso olhar para o próprio corpo”, ressalta Iza Dezon, especialista em tendências e professora da Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo.

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“Nosso vocabulário também mudou. Passamos a falar sobre ativos e vitaminas como se fosse algo fácil de ser entendido. A compra através da internet ajudou nesse processo, pois temos acesso à lista de ingredientes e conseguimos pesquisá-los na hora”, acrescenta ela.

Por fim, não poderá faltar praticidade na rotina de beleza. Depois de tanto tempo fazendo só o básico do make em casa, bem rapidinho, é improvável que a gente queira assumir muitos passos novamente. A indústria está ciente disso.

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“Produtos multifuncionais serão os mais procurados, aqueles que têm mais do que um atributo e que cumprem as funções de vários”, fala Priscilla. O que escolhermos usar vai ter que oferecer máxima qualidade, ou seja, a base de longa duração não vai poder craquelar durante o dia.

“Nosso grande investimento foi nas tecnologias que garantissem produtos que não transferem, por causa das máscaras, mas acreditamos que essa vantagem ainda será do interesse do consumidor no futuro”, explica a analista de pesquisa de mercado da Essence, Vitória de Campos Alencar. A mudança já está acontecendo e é provável que vejamos, em breve, visuais cheios de ânimo, que vão refletir nossa felicidade em estar juntos novamente.

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