Fluvia Lacerda: “Nunca achei que meu peso fosse um problema”

Conhecida como a Gisele Bündchen plus size, a modelo brasileira defende que toda mulher deve amar seu próprio corpo do jeito que ele é

Carioca radicada em Nova York, Fluvia Lacerda, de 35 anos, manequim 48 e 1,72 de altura, é considerada a Gisele Bündchen do universo GG. Ela já foi capa de grandes revistas de moda e é uma das modelos plus size mais requisitadas no mercado publicitário. O segredo de todo sucesso? Muito mais do que ser bonita. Ela se ama e se aceita do jeito que é. Em entrevista exclusiva, Fluvia conta que nunca fez regime. “Fui uma criança e adolescente normal. Nunca achei que meu peso ou corpo fosse um problema, também nunca quis emagrecer. Não tive essa paranóia! Minha mãe sempre incentivou eu e meus irmãos a buscarmos pelos nossos sonhos. E era com isso que eu me preocupava”. 

Modelo? Eu?

A top contou que foi descoberta por uma olheira, em um ônibus em Nova York, onde estudava inglês e trabalhava como babá. “Um dia, no ônibus, uma mulher perguntou qual era o meu manequim. Fiquei sem entender. Então, ela perguntou se eu tinha interesse em ser modelo GG. Eu nem sabia que isso existia”. Meses depois, ela decidiu ir atrás da agência por curiosidade. Mal sabia que esse seria o início de uma carreira de sucesso. “Sempre me achei bonita, mas não imaginava que poderia ser modelo. Quando comecei, achei que seria algo temporário. Uma oportunidade de fazer dinheiro naquele momento. Não via aquilo como carreira. Mas, depois que eu assinei meu primeiro contrato, não parei mais”.

De bem com a balança (De bem com a vida)

A bela esbanja autoestima e, usando suas redes sociais, também incentiva a libertação de títulos e preconceito, prezando assim pelo empoderamento de tantas outras mulheres que acompanham seu trabalho. “Nós, mulheres, podemos ser felizes como somos. Se alguém mostrar que está incomodado com a sua aparência, o problema não está em você. Mas, sim, em quem te julga por isso”. Fluvia conta que recebe inúmeros emails com depoimentos de mulheres que sofrem muito no trabalho ou na vida pessoal por não estarem felizes com o próprio peso. “Tento ter uma influência positiva entre essas mulheres. Mas sei que só o tempo as próprias experiências podem ajudar a pessoa a se tornar mais independente da opinião alheia”, afirma. 

O mercado

Quando questionada sobre o mercado GG, ela admite que notou muitas mudanças. “Sem dúvida, o mercado mudou muito nos últimos anos. Principalmente no Brasil. Já vemos marcas que se preocupam em incluir coleções plus sizes (manequim acima de 48) em suas araras”. Otimista, ela acredita que com a explosão da internet e os movimentos feministas, cada vez mais mulheres reais conseguem ser ouvidas. “As pessoas tem voz na internet. Elas pedem, reivindicam, reclamam. Isso também faz a industria se movimentar”.  

Planos para futuro

Fluvia acaba de ser convidada para participar de um ciclo de palestras por diversos países da África sobre autoestima e aceitação feminina. E não para por aí: ela contou que lançará um livro em parceria com a editora Companhia das Letras. “Não quero simplesmente falar de mim e do meu trabalho. Eu gostaria de impulsionar algo, através do meu trabalho e de tudo aquilo que eu vivi. Meu objetivo é sempre ajudar outras mulheres”. 

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