Clique e assine Claudia a partir de R$ 8,90/mês

A maturidade a nosso favor

Não são as pessoas com mais de 50 que devem tentar se encaixar no padrão estabelecido para os que tem 20 ou 30 anos a menos

Por Vânia Calazans - Atualizado em 17 fev 2020, 15h44 - Publicado em 14 jul 2019, 20h30

Poucos anos atrás, era comum formarmos em nossas cabeças a imagem de um senhorzinho, ou uma senhorinha, ao falarmos sobre pessoas com mais de 50 anos. Até hoje, as gerações mais novas ainda tendem a visualizá-las dessa forma, antes de se darem conta que, na realidade, várias celebridades atingiram ou passaram dos 50 e continuam sendo exemplos. Não apenas por suas aparências, que refletem vitalidade e juventude, como também por representarem essa faixa etária de modo tão positivo, com energia e qualidade de vida.

A idade pode ser definida apenas como um período que já passou, o que não significa nem de longe que não há mais nada para ser vivido. Pelo contrário, é exatamente nessa faixa etária a que mais cresce no Brasil que aprendemos que ainda há um mundo de coisas a se viver. Os 50+ representam ¼ da população brasileira, ou seja, 54 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o avanço da tecnologia e da medicina, temos uma faixa etária sedenta por novas experiências e que conta com a maturidade, a produtividade e a experiência para incrementar a nova fase.

Assim, é mais do que normal os 50+ utilizarem sites de relacionamentos (são os que mais usam estes canais, segundo pesquisa do Match Group LatAm), começarem um novo negócio, como revelam os estudos do Sebrae, saírem com os amigos para dançar, fazerem uma tatuagem, começarem um novo esporte, mudarem de vida. Talvez um dos pontos mais positivos dessa geração seja justamente o fato de não trazer consigo os medos e inseguranças que tinham quando mais jovens.

Nos novos 50, você já tem algumas coisas bem claras em sua cabeça, que não permitem, por exemplo, que você faça algo que não lhe é benéfico apenas para agradar o próximo ou que se negligencie em favor do outro.

Continua após a publicidade

A autoestima é, talvez, o ponto-chave para as mulheres. Ao mesmo tempo que elas percebem não terem mais o corpo e a aparência que apresentavam quando mais novas, também deixam algumas “paranoias de adolescente” para trás. Isso não quer dizer que não se cuidem, nem sejam vaidosas; pelo contrário: elas aprendem a se amar ainda mais como são. Já sabem que não é possível ter exatamente o corpo que tinham aos 20 ou aos 30 anos, mas que o corpo de 50 é tão bonito quanto – apenas diferente.

A autoconfiança naturalmente emana sensualidade e o fato de a mulher de 50 ser decidida e ter ciência do que quer – e como quer – atrai não só pretendentes da sua idade, como também os mais novos. É comum, hoje em dia, vermos rapazes se interessarem por mulheres mais velhas e, consequentemente, mais decididas, mais confiantes, mais ousadas e mais atrevidas. Afinal, não há mais espaço para trivialidades.

Isso também vale para os homens com mais de 50 anos que, assim como as mulheres, já têm sua vida estabilizada e nos eixos. Normalmente com filhos já crescidos, o que sobra é tempo para correr atrás de viver o que sempre quiseram – e é essa maturidade e assertividade que os torna tão atraentes.

Os 50 não são os novos 30, nem 20. Não são as pessoas com mais de 50 que devem tentar se encaixar no padrão estabelecido para os que tem 20 ou 30 anos a menos. É a sociedade que precisa começar a enxergar o que essa faixa etária tem realmente a oferecer: tudo que os mais novos podem, com o adicional de muita experiência, maturidade e vontade não só de se atualizar e buscar cada vez mais sua melhor versão de si mesmo, como também vontade pura e verdadeira de viver intensamente.

Continua após a publicidade

*Vânia Calazans é Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta Cognitiva pela Elo Clinica de Saúde

Leia mais: É necessário apagar da memória aquilo que não nos agrega

+ Rebolar, sensualizar, linguinha pra fora só até os 35 anos? Quem disse?

Publicidade