Estados Unidos iniciam testes de vacina contra novo coronavírus

Dezoito voluntários de Seattle, um dos estados mais afetados pelo Covid-19 no país, estão sendo vacinados

Os Estados Unidos deram a largada nos testes da vacina contra o novo coronavírus em humanos. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH), cientistas norte-americanos estão aplicando a medicação em voluntários de Seattle, um dos estados mais afetados pelo Covid-19 no país.

Em comunicado, o NIH informou que o teste faz parte de um estudo que vai acompanhar 45 voluntários adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, com duração mínima de seis semanas.

Devido a necessidade de mais testes, o processo de criação da vacina deve durar, ao todo, de 1 ano a 18 meses, segundo a agência France Presse. No momento, os pesquisadores estudam qual o impacto de diferentes doses administradas por injeção e quais são os efeitos colaterais.

A vacina foi desenvolvida por cientistas e colaboradores do NIH, em um trabalho com parceria da empresa de biotecnologia Moderna. A Coalização de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), com sede em Oslo, Noruega, também financiou a pesquisa.

A primeira voluntária a receber a vacina foi a norte-americana Jennifer Haller. Ela contou à rede de notícias MSNBC que tem sua temperatura tirada várias vezes por dia e que é constantemente acompanhada por uma equipe médica.

“Há grandes chances de que eu esteja envolvida na descoberta da vacina, mas ainda que não seja dessa vez, pelo menos estou contribuindo como parte do processo de descoberta”, disse Haller.

No entanto, os EUA não são os únicos na corrida para soluções contra o novo coronavírus. Laboratórios farmacêuticos e de pesquisa em todo o mundo estão trabalhando para desenvolver tratamentos e vacinas para o Covid-19, que já infectou mais de 175 mil pessoas ao redor do globo.

Inclusive, o próprio Brasil está desenvolvendo uma vacina. Pesquisadores do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) estão usando uma estratégia diferente das indústrias farmacêuticas e esperam, nos próximos meses, fazer testes em animais.

“Acreditamos que a estratégia que estamos empregando para participar desse esforço mundial para desenvolver uma candidata a vacina contra a Covid-19 é muito promissora e poderá induzir uma resposta imunológica melhor do que a de outras propostas que têm surgido, baseadas fundamentalmente em vacinas de mRNA”, disse Jorge Kalil, diretor do Laboratório de Imunologia do Incor e coordenador do projeto, à Agência Fapesp.

Já na Ásia, um tratamento antiviral chamado Remdesivir, desenvolvido pela American Gilead Sciences, já está nos estágios finais de testes clínicos. Médicos na China relataram que , a princípio, ele demonstrou eficácia no combate à doença. Ainda são necessários mais testes para os cientistas saberem se o tratamento é realmente eficaz ou se os pacientes se recuperariam sem ele.

Outra empresa americana, a Inovio, que está criando uma vacina baseada em DNA, comunicou que iniciará testes clínicos no próximo mês.

 

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