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Saiba como amenizar ou até eliminar as cicatrizes causadas pela acne

Entenda as possíveis causas das marcas e conheça alguns dos tratamentos hoje disponíveis no mercado estético.

Por Ketlyn Araujo - Atualizado em 16 jan 2020, 08h30 - Publicado em 30 set 2018, 10h00

Mais do que “simples” marcas no rosto e no corpo, cicatrizes resultantes da acne severa são capazes afetar a saúde mental de quem sofre com o problema – não é raro se deparar com casos de pessoas que desenvolveram problemas de autoestima e distúrbios de imagem por conta desses sinais.

De acordo com a dermatologista Alexandra Peres Paim Pedra e Cal, do Espaço Médico Brasil, essas cicatrizes estão mais sujeitas a surgir em pacientes com histórico familiar de acne em graus elevados, ou seja, pessoas que já possuam uma predisposição genética para a formação de múltiplos cravos e espinhas altamente inflamatórios. Fernanda Junqueira, dermatologista pelo Hospital das Clínicas (SP) destaca, ainda, alguns casos de acne fulminante que são desencadeados pelo uso de certos medicamentos sistêmicos.

Casos em que a doença aparece antes mesmo da puberdade, bem como o de pessoas que manipulam excessivamente as tais lesões (espremendo e permitindo a entrada de bactérias), também tendem a entrar na lista, que tem indivíduos do sexo masculino como os mais afetados.

Como identificar uma acne capaz de deixar cicatrizes?

Larissa Montanheiro, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e do Hospital Sírio Libanês (SP), explica que a acne se desenvolve de diferentes maneiras, mas seu processo evolutivo é facilmente perceptível: começa com o aparecimento dos comedões, ou cravos, que podem evoluir para as chamadas pápulas (lesões sólidas, arredondadas e endurecidas).

Se não tratadas, essas pápulas podem virar pústulas – ou lesões com pus -, nódulos (lesões decorrentes da inflamação, que podem destruir tecidos e causar as cicatrizes) e, finalmente, os cistos, que são maiores que as pústulas e, quando inflamados, também causam dor e cicatrizes. Fatores como o estresse excessivo e alterações hormonais têm influência direta na piora dos casos.

Qualquer área do corpo atingida pela acne pode resultar em uma cicatriz, desde que possua lesão inflamatória profunda – principalmente nódulos e cistos, como já explicamos. Porém, no rosto, é a região das bochechas a mais comum de apresentar as marcas, enquanto no tronco, seu aparecimento se dá em maior quantidade nas áreas como peitoral e costas.

Enquanto pessoas de pele oleosa estão mais sujeitas à formação de cicatrizes resultantes da acne, já que nesses casos a produção das glândulas sebáceas é consideravelmente mais ativa, quem tem pele negra (e mais melanina, óbvio) está mais sujeito a apresentar manchas escuras – “A lesão vermelha de hoje será a mancha escura de amanhã”, resume Alexandra. E Fernanda completa:

“Devido à maior pigmentação nesses fototipos, o processo inflamatório da acne pode ser acompanhado de derrame pigmentar, ou seja, manchas decorrentes da inflamação. Peles mais claras também não estão isentas, e podem formar manchas mais avermelhadas, difíceis de serem tratadas”.

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De qualquer forma, atentar-se ao histórico familiar de acne severa é um dos melhores caminhos para iniciar desde já a prevenção das cicatrizes.

Prevenção

A melhor maneira de prevenir o surgimento das cicatrizes é tratar qualquer sinal de acne precocemente, ainda mais se seu histórico familiar é crítico – afinal, cuidar da acne é muito mais simples do que a eliminação de uma cicatriz. Fique atenta aos primeiros sinais de acne que surgirem no seu rosto ou corpo, e evite manipular as espinhas e cravos com as mãos.

Não fique com receio de investir desde cedo em produtos reguladores de oleosidade, e tenha disciplina com seu autocuidado: faça o possível para manter uma alimentação saudável e equilibrada e, por fim, procure um/uma dermatologista para recomendar os ativos e produtos ideias para as suas questões e acompanhar a evolução de seus tratamentos.

Tratamento

Nem toda cicatriz pode ser 100% eliminada da pele. Por serem reações decorrentes da perda de fibras elásticas e de colágeno, podem ser permanentes caso atinjam o órgão em níveis muito profundos. Porém, toda cicatriz pode ser amenizada, mesmo que algumas delas necessitem de mais tempo e número de terapias combinadas ao serem tratadas.

“Não há uma ‘receita de bolo’ no tratamento de cicatriz de acne, a repetição dos tratamento e o estimulo constante dos procedimentos é o que vai garantir melhores resultados”, afirma Larissa.

Tanto para quem já tem pele acneica e algumas cicatrizes, quanto para aqueles que possuem pele oleosa, alguns cuidados diários são indispensáveis, como lavar o rosto com um sabonete apropriado, usar hidratante para pele com acne, higienizar com auxílio de um tônico, fazer uso do filtro solar e, muitas vezes, investir em esfoliações periódicas para remover cravos mais superficiais (tudo com acompanhamento médico, combinado?).

O uso de antibióticos, ácidos tópicos e orais também pode ser levado em conta, caso o/a dermatologista recomende. Esses hábitos ajudam a amenizar manchas e cicatrizes já adquiridas, e também a prevenir futuras lesões.

Já em consultório os resultados são mais satisfatórios quando diferentes técnicas são combinadas para tratar as cicatrizes – cada técnica aplicada vai variar de acordo com o tipo da marca em questão. Limpezas de pele com extração dos comedões, peelings químicos, peelings localizados com ácidos potentes, sessões de microagulhamento, aplicação de lasers e até preenchimento com ácido hialurônico são algumas das alternativas hoje disponíveis no mercado estético.

É importante, como sugere Fernanda, evitar tratamentos caseiros ou indicados por amigos, familiares e pessoas leigas no assunto, já que a automedicação pode ser capaz de retardar um diagnóstico preciso e favorecer ainda mais o aparecimento das cicatrizes.

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