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Internações de crianças e adolescentes explodem em hospitais privados

O crescimento foi observado, através de uma pesquisa, nos hospitais privados de todo o estado de São Paulo

Por Da Redação 12 mar 2021, 14h21

O Sindicado dos Hospitais Privados de SP realizou uma pesquisa que mostrou um aumento no número de crianças e adolescentes internados por Covid-19. O estudo contou com a participação de 93 hospitais. 

Ao todo, 47% dos hospitais que participaram da pesquisa afirmaram que observaram um maior número de internações de pessoas nessa faixa etária, em detrimento da diminuição geral de cerca de 55% das hospitalizações de pessoas com mais de 60 anos. 

O sistema, que está próximo de um colapso, tem apresentado dificuldades no fluxo de pacientes. O motivo seria a chegada mais recorrente de casos graves, que permanecem nos hospitais por mais tempo e geram lotação máxima.

Leia mais sobre as novas medidas de emergência para tentar evitar um colapso no sistema de saúde. 

Segundo a pesquisa, 55% dos hospitais têm recebido “casos mais graves de Covid-19 e/ou com rápida progressão”. E 46% relatam que houve aumento no tempo médio de permanência em UTI.

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Os hospitais também mostram que nos 10 dias anteriores ao período pesquisado, o número de internações por coronavírus praticamente dobrou, com aumento de 99%. Por conta disso, 74% tiveram que aumentar o número de leitos clínicos e 89% aumentaram o número de leitos de UTI.

Outro resultado preocupante é de que as taxas de ocupação dos leitos de UTI estão cada vez mais altas. 82% dos hospitais pesquisados estão com taxas de ocupação de UTI entre 91% e 100%.

Em consequência da maioria dos hospitais estarem prestes a atingir ocupação máxima, os mesmos estão cancelando ou adiando cirurgias ou outros procedimentos para receber pacientes de Covid-19, medida que também foi tomada em 2020. 

Um relatório também traz uma descrição de problemas que surgem no combate a pandemia.

“81,5% dos hospitais dizem que aumentou o preço dos EPIs; 79% relatam aumento nos preços dos medicamentos; 58% falta de profissionais da saúde; 39% dificuldade para repor estoques de medicamentos e EPIs; e 36% estão preocupados com o cancelamento de cirurgias eletivas e queda na receita. O principal motivo para a falta de profissionais é o aumento da demanda e abertura de novos leitos para Covid-19”, apontou o relatório.

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