Conheça e saiba usar a terapia online

Você faz compras pela internet e cultiva amigos nas redes sociais. Mas discutiria seus dilemas com um profissional do outro lado do computador? Conheça os pontos fortes e fracos de uma terapia que só faz crescer.

Uma simples busca na internet retorna milhares de sites que oferecem terapia online
Foto: Getty Images

Muitas vezes quando o relacionamento não vai bem, depois de uma crise, uma briga, sentimos a necessidade de conversar com alguém sem querer expor nossa intimidade para amigos e familiares, muito menos para um psicólogo que nunca vimos antes na vida.  Para solucionar este tipo de problema, uma prática que vem ganhando espaço na internet e a terapia online. É prática, você não pega trânsito para chegar ao consultório, os horários são flexíveis e você pode falar dos seus problemas sem precisar aparecer.  Uma simples busca na internet retorna milhares de sites supostamente especializados neste tipo de consulta, mas ainda existem poucas leis que protegem os usuários e é preciso ficar atento para saber se o psicólogo com quem você está falando é realmente um profissional qualificado.

Procedência
Desde 2005, o Conselho Federal de Psicologia reconhece o atendimento psicoterapêutico e outros serviços psicológicos mediados pelo computador. Os sites que passam pelo crivo da entidade recebem um selo, que deve estar estampado na página de abertura. “Isso garante que o internauta será atendido por alguém habilitado. As páginas são fiscalizadas continuamente”, afirma o psicólogo paraibano Aluizio Lopes de Brito, conselheiro do CFP. “Diante de dúvidas ou denúncias, o paciente pode entrar em contato conosco.” No primeiro ano de funcionamento, apenas um especialista pediu o aval do órgão. No ano passado, o número chegou a 85 e já são 180. Tanto que a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo criou uma disciplina dentro da faculdade de psicologia voltada para essa área. “Qualquer possibilidade de chegar a um indivíduo que está em sofrimento psicológico deve ser valorizada”, opina o psiquiatra Luiz Cuschnir, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Não é de hoje que os especialistas se comunicam com os pacientes fora do consultório. Existem livros que mostram a troca de cartas entre Freud e Jung e as pessoas que eles atendiam. “Em 1994, quando ainda não existia internet, fiz um estágio nos Estados Unidos e vi que eram comuns sessões de terapia realizadas por telefone quando o paciente estava impossibilitado de comparecer à consulta naquele determinado horário”, ressalta Luiz Cuschnir.

Terapia
A ideia é que sejam tratados online apenas problemas menos complexos e pelo prazo máximo de dez consultas. “A modalidade também é indicada para brasileiros que moram no exterior e sentem-se mais acolhidos ao lidar com pessoas de seu país”, afirma Rosa Maria Farah, fundadora e coordenadora do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC de São Paulo. Casos pontuais também devem ser considerados. “Já atendemos uma moça que morava bem perto da clínica, mas era obesa mórbida e tinha síndrome do pânico, o que a impedia de sair de casa”, conta Rosa. Mas os especialistas são unânimes ao afirmar que tratamentos mais complexos, como os distúrbios relacionados ao uso de drogas, pensamentos suicidas ou descontrole emocional, devem ser abordados no consultório.

Consulta marcada
Quem procura a terapia online regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia faz um cadastro que é submetido a aprovação. Depois, é preciso comprar créditos para as sessões e agendar a conversa. No dia certo, com uma senha, o paciente ingressa em uma sala de bate-papo com o psicólogo, podendo escolher a conversa por texto, vídeo ou e-mail. O site Psicologia Online (pol.org.br), ligado ao Conselho, traz a lista dos profissionais e esclarece dúvidas. O preço médio da sessão é 60 reais.

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