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Produtora de Harvey Weinstein declara falência

Um dos homens mais poderosos da indústria cinematográfica vê seu império ruir após diversas denúncias de assédio e abuso sexual

Por Pamela Malva - Atualizado em 26 fev 2018, 18h55 - Publicado em 26 fev 2018, 16h26

Desde outubro do ano passado, quando as denúncias ao produtor Harvey Weinstein começaram a ser feitas, a The Weinstein Company tem sofrido todo tipo consequência. Além da demissão do seu antigo presidente – pelo próprio irmão, Bob, atual presidente –, a empresa agora passa por outro baque: sua declaração de falência.

De acordo com o conselho administrativo da produtora, por mais que essa opção seja prejudicial para os funcionários e credores, declarar a falência é “a única opção viável para maximizar o valor restante da empresa”.

Jornalistas da imprensa norte-americana divulgaram a informação e ainda revelaram acordos entre a The Weinstein Company e outras companhias que foram cancelados ou bloqueados pela justiça. O que foi o caso das negociações entre a produtora e um grupo de investidores liderado por Maria Contreras-Sweet, funcionária do governo do ex-presidente Barack Obama.

Esse acordo de quase 500 milhões de dólares foi bloqueado juridicamente depois de o estado de Nova Iorque abrir um processo contra a empresa dos Weinstein. A ação foi motivada pelo fato de a produtora não proteger suas funcionárias do assédio e da agressão sexual, já que a venda da empresa poderia – também – deixar as vítimas sem uma indenização adequada.

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Também foi publicada uma suposta carta enviada pela Weinstein Company, no dia 25 de fevereiro, destinada a Maria e a Ron Burkle, outro possível investidor. O documento descreve que os investidores não mantiveram as promessas feitas a respeito de “políticas de direitos humanos de alto padrão” e que, por esse motivo, o conselho administrativo da produtora não deixaria que a venda acontecesse.

O produtor de Hollywood era um dos homens mais poderosos da indústria do cinema e agora responde a dezenas de ações contra ele e contra sua empresa, sendo que pelo menos duas delas são coletivas. Em sua grande maioria, são dezenas de mulheres o denunciando por assédio e agressões sexuais. Harvey Weinstein, que já foi expulso da Academia, nega qualquer relação sexual sem o consentimento das mulheres e, de acordo com a imprensa americana, está em tratamento para o vício em sexo, além de ser alvo em investigações nos Estados Unidos e na Grã-bretanha. Mesmo com todas as denúncias, até o momento, não foram apresentadas acusações contra ele, por nenhum tipo de crime.

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