Clique e Assine CLAUDIA por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Jacinda Arden dá exemplo de liderança na luta contra o coronavírus

Primeira-ministra neozelandesa instaurou quarentena obrigatória e trabalha para garantir auxílio financeiro a quem tiver a renda prejudicada pela pandemia

Por Da Redação
Atualizado em 22 abr 2024, 12h47 - Publicado em 24 mar 2020, 20h00

Conforme o novo coronavírus avança pelo mundo, os sistemas de saúde não são os únicos testados pela pandemia. Enquanto economias ameaçam colapsar e o sustento e sobrevivência de muitos fica em risco, a governança dos líderes mundiais é colocada em xeque. E se do lado de cá do planeta estamos sob uma administração que, apesar de todas as evidências, ainda insiste em duvidar do poder devastador do Covid-19, da mesma falta de sorte não compartilham os neozelandeses, que contam com a liderança de Jacinda Arden.

Terceira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra da Nova Zelândia, Arden foi eleita em 2017, mas já integrava o Parlamento desde 2008. Defendendo pautas como uma cobrança maior de impostos para os mais ricos, a descriminalização do casamento LGBT+ e a legalização do aborto, ela assume uma postura progressista. Recentemente, ela conseguiu derrubar uma lei de 1970 que criminalizava a interrupção voluntária da gravidez no país, uma das promessas de sua campanha.

Mas é durante um desafio não previsto durante o período eleitoral que Arden tem dado um show de competência. Com 155 casos e 12 curas registradas, a Nova Zelândia está longe de ser um epicentro do surto do coronavírus. Mesmo assim, a próxima quarta (25) dará início a um confinamento obrigatório de ao menos quatro semanas, numa tentativa de evitar que o vírus se espalhe ainda mais. Em conferência, a primeira-ministra fez um apelo à população para que fique em casa. “É assim que salvaremos vidas”, declarou.

Também foram anunciadas uma suspensão hipotecária de seis meses para quem tiver a renda afetada pela pandemia e medidas de apoio financeiro para proprietários de empresas impactadas pela quarentena. O governo tem tentado flexibilizar também os vistos para que as pessoas que estiverem no país possam voltar para suas casas. A possibilidade de retorno de neozelandeses que estão no exterior, contudo, é incerta. Por isso Arden solicitou a Scott Morrison, primeiro-ministro australiano, que permita aos mais de 650 mil neozelandeses residentes no país vizinho que tenham acesso aos benefícios de assistência social, uma vez que é possível que a crise desencadeie um desemprego em massa.

Continua após a publicidade

“Eu levantei o problema com o primeiro-ministro Morrison. Solicitei especificamente uma exceção a curto prazo, apenas durante essas circunstâncias excepcionais para que os neozelandeses tenham um suporte”, disse em conferência de imprensa. Desde a conversa, porém, não houve mudanças na política australiana que, desde 2001, proíbe que os imigrantes da Nova Zelândia tenham acesso aos benefícios.

Resiliência: como se fortalecer para enfrentar os seus problemas

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Domine o fato. Confie na fonte.
10 grandes marcas em uma única assinatura digital

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

Impressa + Digital no App
Impressa + Digital
Impressa + Digital no App

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!

Receba mensalmente Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições
digitais e acervos nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de 14,90/mês

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.