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Conheça Sophia Kelmer, atleta paralímpica e pentacampeã de tênis de mesa

A medalhista mundial mais jovem do tênis de mesa paralímpico brasileiro mira Paris 2024

Por Marina Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
16 Maio 2024, 09h00

Medalhista mundial mais jovem do tênis de mesa paralímpico brasileiro, Sophia Kelmer mostra como os desafios são combustível para suas conquistas

Criada numa família de amantes do esporte, Sophia Kelmer foi inserida nesse espaço logo cedo. Sua paixão começou pelo futebol, amava trocar passes com os colegas de escola. Mas mesmo quando estava na cara do gol, os meninos do time não queriam lhe passar a bola. Contudo, isso não foi suficiente para afastá-la dos esportes.

“Tive um apoio gigantesco da minha família e o esporte foi essencial para melhorar minha questão física.”

Sophia Kelmer, atleta paralímpica de tênis de mesa

Quando avistou uma mesa de tênis, viu ali a oportunidade de realizar seu grande sonho: tornar-se atleta. “Pensei em dar uma chance pro pingue-pongue porque pelo menos era algo individual, não teria ninguém para me impedir de fazer gol. Os professores da minha escola diziam que eu tinha talento”, e foi assim que ela buscou se profissionalizar na categoria.

Sophia nasceu com paralisia cerebral e hemiplégica ela não tem controle e nem força no lado direito do corpo. Seu caso vem em decorrência de um AVC intrauterino, e quem notou a paralisia pela primeira vez foi sua mãe, fisioterapeuta, quando a menina tinha quatro meses.

Ao infinito e além com Sophia Kelmer, pentacampeã brasileira de pingue-pongue
Sophia comenta sobre a determinação essencial para sua evolução no esporte (Cris Mattos/Comitê Paralímpico Brasileiro/CPB/Divulgação)

“Sempre quis ser atleta. Meu avô carregou a tocha olímpica na Rio 2016”, ela se refere a Hamlet Pernisa, um dos fundadores do curso de Educação Física da Universidade Federal de Juiz de Fora.

“Tive um apoio gigantesco da minha família e o esporte foi essencial para melhorar minha questão física.” Dedicada, Sophia é o claro exemplo de que talento não basta para manter-se no pódio tantas vezes.

“Eu sou muito competitiva, nunca gostei de perder nada: nem pedra, papel e tesoura. Todo mundo diz que eu sinto muito a derrota, mas é porque eu gosto de jogar na pressão.”

Em sua estante encontram-se títulos como o de pentacampeã brasileira adulta e a medalha de bronze no torneio mundial (ela foi a medalhista mais jovem da história do Brasil e uma das mais jovens do mundo em sua categoria).

A paratleta mais jovem

Não à toa, ela está acostumada com o título de “mais jovem” em tantos espaços, e é por isso que conquista feitos notáveis. Sophia participa do projeto Diamantes do Futuro da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa; tem apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro e Bolsa Pódio, oferecida pelo Governo apenas para os melhores atletas do ranking mundial.

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Os Jogos Paralímpicos Paris 2024, com início em agosto, são o foco atual da jogadora de 16 anos. Ela ainda está no aguardo da classificação e a ansiedade é grande.

“Brinco que mato um leão por dia. A cada semana surge algo para me desafiar. Mas sempre tentei levar tudo com leveza. Até quando sofria bullying na escola, tentava resolver as coisas. Meus pais me ensinaram a superar e tentar olhar pelo lado positivo. São coisas que não me travam.”

Ao infinito e além

Com tantos feitos e ainda tão jovem, é de se imaginar que a pressão não seja fácil, mas a jovem tira de letra: “Estou ali para me divertir. Fico maravilhada por jogar contra pessoas que via na televisão – treino com o pessoal da Seleção. É por isso que vibro muito nos meus pontos, sempre os vi como se fossem um gol. Nos primeiros campeonatos, era conhecida como ‘a menina do grito’. O pessoal ainda não sabia meu nome, e tudo o que sabiam era que eu gritava”.

Fã número um de Toy Story, a frase que gosta de usar em suas redes sociais é ideal para descrever sua trajetória até então: “Ao infinito e além”. E o infinito ainda é pouco para as conquistas que aguardam Sophia.

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