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Com forró empoderado, Mariana Aydar une Nordeste e feminismo em álbum

Em terceira parte do projeto Veia Nordestina, a cantora troca o romantismo por letras sobre a força das mulheres

Por Gabriela Teixeira (colaboradora) Atualizado em 17 fev 2020, 13h21 - Publicado em 18 set 2019, 19h15

Basta ouvir qualquer música de Veia Nordestina para entender que, apesar de ser paulistana de nascimento, a cantora Mariana Aydar leva o Nordeste no coração e na voz. Se em seus primeiros álbuns, ela optou por melodias que misturavam samba e MPB, no projeto de quatro EPs que lança agora é o forró que domina. A relação com o ritmo, porém, já vem de longa data.

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“O forró entrou na minha vida muito cedo. Minha mãe era produtora do Luiz Gonzaga, conheci ele bem novinha e fiquei curiosa para saber o que ele cantava. Aí descobri o forró, amei e ele nunca mais saiu da minha vida”, conta Mariana em entrevista a CLAUDIA. Ainda assim, ela nunca havia feito um disco inteiro dedicado ao estilo. O Veia Nordestina veio, então, como agradecimento ao ritmo e à cultura nordestina.

Selecionado pelo Natura Musical em 2018, o projeto é dividido em quatro partes, lançadas separadamente ao longo de 2019. Ao final do ano, os EPs serão reunidos para formar um único álbum, o sexto da cantora. “Venho compondo há muito tempo e, naturalmente, minhas composições nascem com essa veia nordestina. Fui atrás de compositores novos e encomendei muitas músicas sobre o que eu queria falar. Aí fui juntando aquelas que achei que gostava, que tinham coisas que precisavam ser ditas”.

A atenção às mensagens se mostra com ainda maior clareza no terceiro volume. Se o primeiro tem um ar festivo que remete ao clima baiano e no segundo brilha o clima de festa junina, em Veia Nordestina III o forró é feminista do começo ao fim. Mas é bem no meio que o EP fala mais alto. Em dueto com Maria Gadú, Mariana traz uma regravação de Triste, Louca ou Má, da banda Francisco, El Hombre.

“Acho que estamos vivendo em uma era, principalmente para a mulher, muito importante. Finalmente estamos entendendo nosso poder, nossa força. Isso está acontecendo com todas as mulheres, por isso eu quis falar para todo tipo de mulher”, explica.

Para acompanhar os EPs, Mariana também tem lançado uma série de mini documentários sobre o forró. Frutos de uma parceria com os diretores Dellani Lima e Joaquim Castro, o projeto surgiu da vontade de apresentar para o Brasil e o mundo o ritmo que ela julga ainda ser “um lugar desconhecido do próprio brasileiro”.

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Apesar de ter experiência em audiovisual – ela dirigiu um documentário sobre o Dominguinhos –, a cantora optou por não assumir as rédeas das filmagens, participando mais ativamente da escolha dos temas. Ao todo, são quatro: a chegada do forró em São Paulo, mulheres no forró, a dança e, para finalizar, as novas compositoras.

E por falar em fim de ciclo, em outubro a última parte de Veia Nordestina deve chegar às plataformas digitais, dessa vez em forma de álbum completo. Sobre as músicas novas, Mariana faz mistério. Mas já avisa que vem muita “sofrência” por aí.

Ouça Veia Nordestina III:

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