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Filha de Belo é solta após Justiça revogar prisão preventiva

Isadora Alkimin, 21 anos, teria envolvimento com uma quadrilha que aplicava golpes eletrônicos no Rio de Janeiro

Por Da Redação Atualizado em 8 dez 2020, 15h02 - Publicado em 8 dez 2020, 17h30

Após se presa em novembro por suposto envolvimento com uma quadrilha de golpes eletrônicos, Isadora Alkimin Vieira, filha do cantor Belo, saiu nesta segunda-feira (8) do Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

No dia 11 de novembro, a estudante de odontologia foi presa com mais 11 mulheres pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD). Ontem, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu que sete delas teriam a prisão preventiva revogada, incluindo Isadora. As demais estão em prisão domiciliar, já que são mães de crianças com menos de 12 anos.

Isadora e as outras acusadas de envolvimento nos golpes precisam informar às autoridades sobre suas rotinas uma vez por mês, não devem manter contato com as supostas vítimas dos golpes e não podem sair de casa no período da noite ou nos dias de folga. 

Para o UOL, o cantor Belo afirmou que não tinha conhecimento do envolvimento da filha com a quadrilha. “Eu não sabia de absolutamente nada, falei com ela semana passada por telefone e ainda perguntei de tudo, da faculdade e tal. Dei sempre todo suporte como pai, pensão, faculdade, educação e amor. Me sinto muito triste e quero ser respeitado nesse momento”, declarou quando Isadora foi presa.

Como a quadrilha agia

Segundo a denúncia, as mulheres acusadas atraiam as vítimas com o intuito de repassar seus dados bancários. Em seguida, elas possivelmente entregavam os cartões das pessoas que abordavam a motoboys, que também pertenciam à quadrilha.

“As 12 mulheres foram presas em flagrantes pelo crime de organização criminosa que tem uma pena de três a oito anos e vão também responder por cada estelionato que praticaram”, explicou o delegado titular da Delegacia de Combate às Drogas, Gustavo Castro, para o UOL.

As investigações mostraram que elas trabalhavam em uma central clandestina de telemarketing, no bairro da Barra da Tijuca. “Ganhavam 15% de comissão, que girava em torno de R$ 5 mil a R$ 6 mil por cada golpe aplicado”, disse o delegado.

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