🔥 Esquenta Black Friday com PREÇO BAIXO! Assine Revista Impressa + Digital Premium e aproveite! 🤑

Do sonho à realidade: Thaynara OG mostra como foi planejar a sua primeira casa

Em São Luís (MA), influenciadora conta como transformou o sonho da primeira casa em um projeto feito inteiramente à sua maneira

Por Marina Marques 14 out 2026, 11h51
Mulher de cabelos longos e pretos, vestindo um elegante vestido preto, sentada descalça em um sofá verde-oliva, lendo um livro. Ela está em uma sala de estar moderna com uma parede de pedras claras, cortinas brancas translúcidas e um teto de madeira. Há poltronas claras, mesas de centro com livros e objetos decorativos, e esculturas brancas alongadas no ambiente
A influenciadora Thaynara OG em sua casa, em São Luís, onde também mantém seu estúdio de trabalho e reúne peças de artistas e artesãos maranhenses (Foto: Laura Sá | Edição de arte: Laís Brevilheri/CLAUDIA)
Continua após publicidade
Do sonho à realidade: Thaynara OG mostra como foi planejar a sua primeira casa Priorizar nos meus resultados Google

Durante muito tempo, Thaynara OG guardou coisas que ainda não tinham lugar. Quadros de artistas maranhenses, objetos ligados à cultura popular, presentes de fãs e lembranças de viagens foram se acumulando enquanto ela ainda vivia com os pais, em São Luís. Havia, entre esses objetos, coisas que ela já sabia que um dia gostaria de ver expostas. Faltava apenas a casa. “Eu estava vivendo praticamente como uma acumuladora”, dá risada. “Ganhava muita coisa, mas não tinha onde colocar por ainda morar com meus pais. Quando conquistei meu apartamento, já fui imaginando o espaço onde ficaria cada objeto”, conta.

A vontade de ter um lugar só seu apareceu com mais força durante a pandemia, quando a casa da família passou a funcionar também como ambiente de trabalho. Thaynara comandava o TVZ Ao Vivo, no Multishow, fazia campanhas e precisava montar cenários para produzir conteúdo sem sair de casa. Foi nesse período que percebeu que precisava de um lugar que acompanhasse sua rotina. O imóvel dos sonhos, porém, tratava-se de um esqueleto: com laje descoberta, sem piso, eletricidade ou divisões internas. O que existia era a paisagem lá fora: o mar, a agitação da cidade e o vento. “O apartamento estava ‘no osso’, era só um galpão, mas o que chamou minha atenção foi a vista. Naquela época não havia muitos prédios com vista para o mar e também para o centro histórico de São Luís. E o vento é uma coisa que mexe muito comigo”, diz. A escolha significava assumir uma obra sem nunca ter passado por uma reforma. Mas também oferecia algo que os apartamentos prontos que havia visitado não tinham: a possibilidade de decidir tudo.

Thaynara queria uma sala grande, um estúdio, um camarim e ambientes que fizessem sentido para sua rotina. “Ao mesmo tempo em que me deu medo, fiquei muito curiosa. Era a oportunidade de construir um apartamento do jeito que eu queria.” O esboço do projeto com o escritório MC+ Arquitetos levou quatro meses. A obra, iniciada depois, seria ainda mais longa e cheia de imprevistos. Impermeabilização e soluções criativas interromperam etapas, enquanto o tão desejado forro de bambu exigiu uma busca específica por mão de obra. Thaynara acompanhou tudo de perto, aprendendo no processo.

Mulher jovem de cabelo preto liso e vestido preto justo, sorrindo e encostada em uma parede cinza, ao lado de uma pintura abstrata colorida de duas mulheres sentadas em um sofá, e um sofá branco em primeiro plano
Em destaque, a obra impressionista da moçambicana Milú Petersen. Atrás de Thaynara, o quadro é do maranhense Péricles Rocha (Foto: Laura Sá | Edição de arte: Laís Brevilheri/CLAUDIA)
Continua após a publicidade

Um gosto em construção

Na decoração, ela partiu de um repertório intuitivo. Não sabia os nomes dos materiais que gostava, mas tinha imagens salvas de ambientes, revestimentos e móveis que havia encontrado pelo caminho. Os arquitetos ajudaram a organizar essas referências e, ao longo do projeto, foi entendendo que já tinha um gosto bastante definido, ainda que não soubesse traduzi-lo. A madeira apareceu desde o começo e a luz abundante do apartamento também influenciou as escolhas. As cores ficaram nos pontos em que ela se sentia mais segura: um sofá verde, cadeiras vinho, obras de arte e o mármore Verde Guatemala. A pedra, que havia visto em viagens, ficou na memória até ganhar endereço. “Esse foi o ponto de partida, ter sempre uma cor mais neutra como base e o que vai dando mais vida é uma obra de arte, um objeto de decoração, um sofá, uma pedra. Porque se lá na frente eu enjoar, é possível trocar com mais facilidade”, explica.

Entre as peças estão cerâmicas de artesãs quilombolas da Associação de Mulheres de Itamatatiua e trabalhos de diferentes regiões do Maranhão. Thaynara gosta especialmente de artesanato. Não costuma procurar antiquários, mas presta atenção às peças produzidas manualmente durante suas viagens pelo estado. Em Barreirinhas, observa trabalhos feitos com fibra de buriti; em Imperatriz, conheceu o Centro Cultural Tatajuba, ligado ao apoio às artesãs, de onde levou uma peça feita com semente de açaí e fibra de buriti. “Eu adoro entrar numa lojinha, ver as artesãs tingindo a fibra de buriti, fazendo um jogo americano, um centro de mesa. Eu piro!” Uma corrente artesanal comprada em Imperatriz passou um tempo esperando até encontrar espaço no lavabo. “Minha casa já tem muita coisa, então quando me apaixono por algo, preciso já saber onde vou colocar.”

Sala de estar moderna com teto de madeira ripada, sofá branco, estante cinza com nichos de madeira e objetos decorativos. Uma planta verde em vaso azul está sobre uma mesa de centro de madeira. Uma prateleira de mármore verde com esculturas brancas se projeta de uma coluna de madeira ripada. Cortinas brancas ao fundo.
A junção do revestimento de madeira e do mármore Verde Guatemala permeia todo o apartamento (Foto: Laura Sá | Edição de arte: Laís Brevilheri/CLAUDIA)
Continua após a publicidade

Um lar em São Luís

A escolha da capital maranhense como base acompanha uma decisão que Thaynara nunca precisou questionar. Sua carreira a levou para outros lugares, especialmente São Paulo, onde mantém outro apartamento para facilitar a rotina profissional. Ainda assim, é no Maranhão que está a casa para a qual ela quer voltar, perto da família e das referências que fazem parte de sua história. “Nunca tive dúvidas de que queria estar baseasa aqui em São Luís, tanto é que hoje eu tenho um apartamento em São Paulo, todo decorado, mas é um espaço para eu não ficar sempre nessa relação impessoal de me hospedar em hotel. Para mim é essencial recarregar as energias com minha família aqui e construir lembranças. Não me arrependo de escolher esse lugar como base, mesmo nessa dinâmica de sempre estar viajando.” É uma relação que aparece na própria arquitetura.

O lavabo foi pensado a partir do pôr do sol e do mar da cidade. Há uma tela tensionada, um espelho arredondado e iluminação alaranjada. No corredor, fica a tocha olímpica de quando participou do revezamento da pira em São Luís. No estúdio, entre as lembranças da carreira, está o celular que marcou seu surgimento no Snapchat. Antes, Thaynara não tinha o hábito de receber amigos na casa dos pais, mas costumava observar e guardar referências. Um dos sonhos que trouxe para o novo apartamento foi passar o Natal ali. Em 2024, decorou a sala e recebeu cerca de 40 parentes. A churrasqueira a carvão, escolha pela qual precisou insistir durante a obra, também ganhou uso nos encontros.

A relação com o Maranhão deixou de ser apenas uma questão de origem à medida que sua carreira cresceu. Ela começou a receber mensagens de seguidores que conheciam os Lençóis Maranhenses por suas indicações, pediam dicas ou viajavam para o estado depois de acompanhar seu conteúdo. Uma seguidora do Japão chegou a ir ao São João da Thay, em 2018. Foi quando ela começou a perceber a dimensão desse vínculo. “Fiquei chocada, porque, estando tão longe, é algo que você precisa se planejar, dedicar tempo e se deslocar fisicamente.”

Continua após a publicidade

O projeto, considerado um dos maiores eventos de influenciadores do país, passou a ser também uma maneira de levar atenção a outras partes do estado. A 8ª edição, realizada este ano, levou convidados para explorarem o Sul do Maranhão, com foco na Chapada das Mesas. Na casa, a relação com o evento aparece em peças que carregam referências estaduais, como o look usado por Thaynara em 2022, em homenagem à bandeira maranhense, hoje emoldurado na decoração.

Mulher de vestido preto justo, cabelos escuros soltos, em pé, olhando pela janela panorâmica de um ambiente com teto e pilares de madeira. Ela segura uma xícara. Ao fundo, uma cidade costeira e o mar azul. No primeiro plano, uma mesa oval escura com cadeiras de veludo marrom e um lustre moderno preto.
A vista para a Baía de São Marcos, que tem a maior variação de marés do Brasil e é a terceira maior do mundo (Foto: Laura Sá | Edição de arte: Laís Brevilheri/CLAUDIA)
Continua após a publicidade

Fazer sozinha

Depois de tudo pronto, a casa passou a oferecer algo que ela não esperava encontrar: um espaço para ficar só. A sala de banho, com som e automação, virou um dos lugares favoritos. A moradora também passa bastante tempo no camarim, onde se arruma para gravações, faz malas ou lê um livro — o último foi A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli. É uma mudança para quem passou tanto tempo cercada de pessoas. A família mora perto, a casa está frequentemente cheia, mas os momentos de silêncio ganharam sentido. “Eu passei a dar muito valor a ficar sozinha”, conta. A reforma ainda guarda uma conquista particular. Seu pai, embora incentivasse seus sonhos, achava que ela deveria comprar um apartamento pronto. Hoje, ele aproveita os espaços sobre os quais tinha dúvidas.

Quando a proprietária finalmente entrou no apartamento pronto, o sentimento foi de surpresa. “Me lembro que a reação foi de ‘gente, eu não acredito que essa casa é minha’, porque estava tudo do jeito que sonhei durante muito tempo.” Aos 34 anos, percebeu que havia feito sozinha algo que muitas amigas vivenciaram depois do casamento, dividindo decisões com seus parceiros. Ela não esperou por essa etapa: procurou profissionais e resolveu problemas que apareceram. “Eu tive a coragem de fazer isso aqui sozinha, sem entender nada, com o meu pai temendo que não ia dar certo e eu não esperei ter um parceiro para dar apoio moral ou pegar na minha mão. Fui com a cara e a coragem, isso me deu tanto orgulho, foi até um processo de empoderamento. Me senti uma adulta funcional com diploma por não ter esperado outra fase para fazer acontecer. Até queria ter um marido para falar: ‘Resolve’. Mas eu tinha que resolver por mim mesma.”

Sala de estar moderna com sofá branco, mesa de centro de madeira com livros e vaso de flores amarelas. Ao fundo, estante com nichos de madeira e mármore verde, exibindo vasos e objetos decorativos. Um corredor iluminado se estende à direita, com teto de madeira ripada e paredes cinzas
“Ao mesmo tempo em que me deu receio e medo, fiquei muito curiosa. Era a oportunidade de construir um apartamento do jeito que eu queria”, diz Thaynara OG (Foto: Laura Sá | Edição de arte: Laís Brevilheri/CLAUDIA)
Continua após a publicidade

A casa que começou como uma necessidade prática acabou reunindo as referências que encontrou pelo caminho, os objetos que guardou, a carreira na internet, a relação com o Maranhão e a vontade de ter um lugar que fosse seu. São Luís continuou sendo a base, enquanto a casa passou a funcionar como uma espécie de ponto de retorno — para a família, para o trabalho e também para ela mesma. “Fico ainda mais ansiosa para chegar em casa, ser abraçada por ela, ter um tempo sozinha. Os momentos ficam mais prazerosos. Eu nunca normalizei o chegar em casa, nunca virou automático. Até converso com ela, ‘ai, minha casa, que saudade’. Até hoje sinto uma ansiedade de voltar para cá”, finaliza.

Mulher sorridente de cabelo preto e blusa escura sentada em uma cadeira de salão, com pernas cruzadas, em um ambiente com parede de tijolos e espelho iluminado. Ao fundo, quadros com retratos e roupas penduradas
O camarim expõe alguns dos presentes confeccionados pelos fãs, enquanto a parede livre possibilita montar diferentes cenários. O tijolo rústico é da Vivarte Revestimentos Naturais (foto: Laura Sá | Edição de arte: Laís Brevilheri/CLAUDIA)

 

Casa de vó também é chique: 10 peças retrô que nunca saem de moda

Assine a newsletter de CLAUDIA

Receba seleções especiais de receitas, além das melhores dicas de amor & sexo. E o melhor: sem pagar nada. Inscreva-se abaixo para receber as nossas newsletters:

Acompanhe o nosso WhatsApp

Quer receber as últimas notícias, receitas e matérias incríveis de CLAUDIA direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp. 

Acesse as notícias através de nosso app 

Com o aplicativo de CLAUDIA, disponível para iOS e Android, você confere as edições impressas na íntegra, e ainda ganha acesso ilimitado ao conteúdo dos apps de todos os títulos Abril, como Veja e Superinteressante.

As receitas de CLAUDIA Cozinha na sua mão

Receitas práticas e saborosas para qualquer hora do dia! Seja para um ocasião especial ou até para um jantar rápido e saudável. O aplicativo de CLAUDIA Cozinha com nossas melhores receitas está disponível para iOS e Android.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, smartphone e notebook exibindo conteúdo digital sobre a Black Friday, com fundo escuro e texto repetido BLACKFRIDAYBanner de Black Friday com fundo roxo e preto, exibindo um notebook, um smartphone e uma revista Veja. O notebook e o smartphone mostram páginas de notícias com um carro e ofertas. A revista tem a capa Veja e uma imagem de comida. O fundo repete BLACKFRIDAY em cinza escuro
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).