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Fada Madrinha, do Disney+, é o filme de Natal perfeito para ver em família

Divertido e com uma mensagem bonita, Fada Madrinha cumpre bem a missão de deixar o coração do público quentinho - o que é essencial nos filmes natalinos

Por Júlia Warken Atualizado em 4 dez 2020, 18h36 - Publicado em 6 dez 2020, 12h30

No catálogo desde o dia 4, Fada Madrinha é uma das apostas natalinas no Disney+ neste fim de ano. Dirigido por Sharon Maguire, de O Diário de Bridget Jones, esse é um filme cativante e bem intencionado, que cumpre muito bem a principal missão dos longas de Natal: repaginar alguns clichês e deixar o coração do expectador quentinho ao final da trama. 

Como o título entrega, o filme gira em torno de uma fada madrinha, a iniciante Eleanor. Ela é a aluna mais empolgada de seu “curso profissionalizante” de magia, mas se depara com uma dura realidade: fadas madrinhas já não são mais muito requisitadas no mercado, pois poucas garotas ainda sonham com um felizes para sempre nos moldes antigos. Com isso, falta pouco para que a profissão deixe de existir.

Obstinada a mudar tal cenário, Eleonor encontra a carta de, Mackenzie, uma garota que parece precisar de sua ajuda. Assim, a fada decide viajar ao mundo dos humanos para encontra-la. Logo descobre que Mackenzie já está bem crescida e que não está nem um pouco a fim de receber sua ajuda.

Como esse é um filme de Natal da Disney, todo mundo da já sabe que algumas reviravoltas vão acontecer, com Eleonor amolecendo o coração de Mackenzie e mostrando a ela que um pouco de “magia” faz bem na vida real. Fada Madrinha não está nem um pouco interessado em disfarçar seu arsenal de clichês, mas consegue trazer uma grata mensagem ao final da história. Eleonor também aprende algumas lições sobre a vida real e percebe que não há problema nenhum em repensar o conceito de felizes para sempre.

Jillian Bell, como a fada, é a alma do filme e tem um tempo cômico muito bom. Isla Fisher, como Mackenzie, está operante, mas não chega a brilhar, apesar de funcionar bem com Jillian. As crianças do elenco poderiam ser melhores, mas não chegam a comprometer o resultado final. Por outro lado, as fadas que contracenam com Eleonor também roubam a cena e fazem o filme ganhar pontos no quesito comédia.

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É justo dizer que Fada Madrinha peca um pouco no andar de certos arcos narrativos e não precisava ter quase 2h de duração. Fora isso, também há uma passagem bem desnecessária – e machista – que depõe contra a mensagem central que o filme busca passar. Ela envolve o “poder mágico” dos salões de beleza e a reafirmação do estereótipo da mulher tristonha e “desleixada” que pontua sua redenção através de um makover do visual.

Apesar disso, é um filme que merece ser assistido por quem busca uma tarde de sofá e pipoca em família. Entrega bons momentos de humor, alguns adoravelmente ingênuos, outros que só serão compreendidos pelo público mais velho – o que é algo muito bem vindo quando o intuito é reunir todo mundo em frente à TV. Cumpre o papel de entreter e, ao final, passa uma mensagem bacana para a criançada.

Em tempos como os de hoje, em que vivemos um Natal melancólico, essas características tornam Fada Madrinha um filme especialmente bem vindo.

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