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Kika Gama Lobo Por Atitude 50 Focada na maturidade como plataforma pessoal, a jornalista Kika Gama Lobo escreve sobre as sensações e barreiras que as mulheres de 50 anos vivenciam

Carrie, a estranha

Colunista Kika Gama Lobo faz uma reflexão da nova fase da série "Sex and The City"

Por Kika Gama Lobo Atualizado em 14 dez 2021, 18h50 - Publicado em 15 dez 2021, 15h00

Gente, o que houve com a continuação de Sex and The City?

Carrie, a protagonista, interpretada por Sarah Jessica Parker (SJP) está estranha… Infantilizada, parece ainda preocupada com o estilo de seus looks páh e o tamanho de seu closet. Aquelas questões de fashionista trintona não a abandonaram e mesmo com os seus celebrados cabelos brancos, rugas e toda a sorte de transformações de um corpo maduro, ela só pensa em seus Loubotins e Blahniks.

Charlotte é só faniquitos. Já era meia área, mas agora virou uma max pamonha com um lado mezzo agressivo.

Veja também: “Sex and the City”: O que você precisa saber sobre “And Just Like That”

Miranda, que parecia ser a mais normal, está abundante em seu desequilíbrio.

Claro que não estamos falando de vida real e não queremos que tudo vire tese de mestrado e análise dos pormenores da ralação refletida na tela.

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Só acho que ao debater a maturidade, o novo preto etário , é tão importante nesta vibe ageless, aprendermos o valor de sermos perennials, mesmo num folhetim americano.

Carrie leva logo um tranco nos primeiros capítulos. Mr. Big morre (sorry pelo spoiler, mas está por toda a internet) e mesmo assim continua entre um misto de fria gélida e dona de si face à tragédia com o amor de sua vida. Eu que fiquei meio sem chão com a cena

Também estou triste pela RP, tarada, livre e ousada não fazer mais parte da série. Samantha pelo visto brigou na vida real com SJP e dançou. Deve estar aliviada apesar da HBO Max ter ganho muitas assinaturas e só se falar nisso nas rodinhas femininas de quem tem que mais de 40 anos.

Todas parecem correr atrás apenas da performance visual, da estética fashion. Helloooo, as maduras querem debater trabalho ( ou a falta dele), sexo, liberdade, organização de luto, morte dos pais, saída dos filhos de casa e se tiver moda, cosmopolitan e Nova Iorque, melhor ainda.

Vamos ver se nos próximos capítulos haverá um acerto de contas com a nova maturidade. Eu, carioca, 57 anos estou ansiosa. Essa estranha aí não me representa. Just like that!

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