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Os destaques da CASACOR Rio de Janeiro

Arquitetos indicam destaques de seus projetos, inspirados pela atmosfera cultural do entorno

Por Natalia Maruyama, Marina Marques - Atualizado em 17 fev 2020, 13h14 - Publicado em 22 set 2019, 08h00

Em um ambiente que respira cultura, em meio ao Museu de Arte do Rio e o Museu do Amanhã, a CASACOR Rio de Janeiro celebra sua 29ª edição.

Ela acontece no Edifício Touring, prédio histórico do antigo Touring Club do Brasil, na Praça Mauá, e apresenta até o dia 29 um total de 44 ambientes, criados por 63 profissionais. Eles trazem novidades do setor com o tema Planeta Casa, que, neste ano, permeia todas as mostras no país.

A convite de CLAUDIA, os escritórios Toca Arquitetura e Jean de Just Design de Interiores revelam o processo de criação de seus espaços e os pontos principais dos projetos. Entre as tendências, destaca-se a integração dos cômodos. Confira:

Múltiplos integrados

No projeto Além da Cozinha, de 70 metros quadrados, o arquiteto Jean de Just construiu uma caixa moderna dentro de outra antiga para valorizar o prédio histórico onde está instalada a CASACOR Rio de Janeiro.

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O destaque deste ambiente está no fato de abrigar três espaços em um só. Sala de estar (na foto, em primeiro plano), cozinha (na parte central) e lavanderia (ao fundo) integram-se por meio das cores.

Os destaques da CASACOR Rio de Janeiro
André Nazareth/CLAUDIA

O designer escolheu o tom mostarda e, com base nele, em uma espécie de alquimia, guiou toda a paleta, os tipos de madeira e as texturas. As áreas social e de serviço estão ligadas pela funcionalidade e incluem uma horta de temperos e até mesmo um lugarzinho dedicado aos pets.

Pavão misterioso

Em homenagem a Ney Matogrosso, a Toca Arquitetura, sob a tutela de Natalia Lemos e Paula Pupo, criou o Estúdio Elã, de 70 metros quadrados. Em cada ambiente, a história de vida do cantor é contada de maneira delicada e intensa.

Os destaques da CASACOR Rio de Janeiro
André Nazareth/CLAUDIA

Para retratar a faceta menos espalhafatosa de Ney, as arquitetas optaram por uma estética simples, marcada pelo rústico, com materiais naturais e cerâmicas. A sala integrada ao quarto foi escolhida para registrar a postura do artista em relação aos tabus dos relacionamentos. O tecido terracota avermelhado do sofá e da chaise pontua a sensualidade dessa grande figura.

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No processo de criação, as arquitetas descobriram que o refúgio de Ney é o mesmo de muita gente – um ambiente de aconchego, repleto de memórias afetivas.

Os destaques da CASACOR Rio de Janeiro
André Nazareth/CLAUDIA
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