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Sua pele pode estar esgotada: veja os sinais do skin burnout e como tratar

A pressão estética e o excesso de produtos podem estar prejudicando a saúde da sua pele — especialistas explicam como reconhecer e prevenir o skin burnout

Por Kamille Neris 6 jun 2025, 11h00
Imagem de mulher loira de olhos fechados, com marcas de caneta para procedimento estético e uma mão com luva de médico segurando parte de sua pele.
Especialistas alertam: o uso exagerado de produtos e procedimentos podem deixar a sua pele à beira de um colapso.  (Reprodução/Freepik)
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Como esquecer da relação conturbada que Gisela, da novela Beleza Fatal, tinha com a própria imagem? Em cenas chocantes, a personagem enfrentava tentativas frustradas de se encaixar em padrões inalcançáveis, recorrendo a inúmeros procedimentos estéticos que, ao invés de ajudar, acabavam prejudicando ainda mais sua pele e autoestima. Esse é um exemplo dramático, mas realista, da pressão estética atual — e do fenômeno conhecido como skin burnout.

O que está por trás do skin burnout?

Trata-se do esgotamento da pele causado pelo uso excessivo e incorreto de produtos e procedimentos estéticos, que levam a irritações, sensibilidade e danos que podem se tornar irreversíveis. Nos últimos anos, esse problema vem ganhando destaque justamente pelo crescimento exponencial da indústria da beleza e, claro, da influência digital.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 2023, a procura por procedimentos estéticos aumentou 390%, impulsionada principalmente pelas redes sociais, onde um tsunami de tendências e ‘referências’ de beleza invade nossos feeds diariamente.

Porém, esse universo virtual, por mais inspirador que pareça, também exerce uma pressão enorme através do trend chasing – que define a busca incessante por resultados imediatos através das famosas trends -, causando ansiedade e uma corrida desenfreada por produtos milagrosos tanto do lado de quem consome, quanto de quem produz. 

Fique atenta aos sinais

Imagem de mulher morena se olhado no espelho de mão e tocando em seu rosto.
Encontrar beleza dentro de si é o verdadeiro caminho para o autocuidado. (Reprodução/Freepik)
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Karina Barrelo, especialista em full face e quiet beauty, destaca alguns sinais de que você pode estar sofrendo com skin burnout:

  • Pele constantemente sensibilizada, irritada ou vermelha, mesmo com uso de produtos com fórmulas “leves”;
  • Ressecamento extremo, descamação e até a piora progressiva de quadros como acne ou rosácea;
  • Sensação de que nada funciona: apesar de usar muitos produtos, a pele parece sempre pior;
  • Rotina incansável: você se sente sobrecarregada ao tentar acompanhar as tendências e sente culpa quando não consegue;
  • Compras por impulso: não consegue resistir a novos lançamentos, mesmo sem real necessidade;
  • Frustração e ansiedade: sente-se insegura ao se comparar com os resultados “perfeitos” de outras pessoas, mesmo que desconhecidas.

A especialista ainda diz que pacientes com pele sensível, histórico de dermatites, acne ou que fazem uso excessivo de produtos ou procedimentos são mais suscetíveis ao burnout da pele. 

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Os efeitos reais

Imagem de mulher de pele madura se analisando em frente ao espelho, com marcas de caneta no rosto.
Entenda quais são incontáveis consequências do skinburnout. (Reprodução/Freepik)

Além dos efeitos físicos, o skin burnout pode causar um impacto psicológico profundo. A comparação constante com imagens idealizadas e a glamourização de rotinas de skincare complexas nas redes sociais alimentam inseguranças, criando expectativas irreais sobre o propósito de produtos e procedimentos, e até mesmo um ciclo de frustração.

Não à toa, a pesquisa da Euromonitor aponta que mais de 60% das mulheres relatam problemas de pele causados pelo uso indiscriminado de produtos, que pode comprometer a função de barreira da pele, aumentar a suscetibilidade a processos inflamatórios crônicos, favorecer o envelhecimento precoce e até desencadear condições dermatológicas complexas e de difícil reversão. 

Um exemplo recente dessa realidade é a modelo e influenciadora Hailey Bieber, que revelou publicamente sua luta contra a dermatite periodal — uma inflamação que pode ser causada pelo uso descontrolado de ativos como cortisona e ácidos na rotina de autocuidado. Seu relato alerta para os perigos de seguir tendências sem orientação especializada.

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“O problema do trend chasing é que ele cria a ilusão de que a felicidade está no próximo produto ou procedimento, quando, na verdade, o cuidado real com a pele é uma questão de conhecimento e equilíbrio,” explica Andressa Mundim, Diretora de Marketing do Grupo MedSystems, que atua no segmento tecnológico de tratamentos estéticos. 

Dicas para evitar a exaustão da pele

Imagem de mulher negra com tranças passando protetor solar em frente ao espelho.
Para uma pele com viço, uma rotina com produtos básicos basta. (Reprodução/Freepik)
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Mas, quem nunca se sentiu tentado a comprar o “último lançamento” de uma linha de cosméticos, mesmo sem necessidade? Essa tentação tem uma raiz alimentada por marcas e influenciadores que parecem sempre ter um novo “sérum milagroso” nas mãos, prontinhos para vender.

Contudo, em meio a tantas promessas superficiais, é preciso lembrar que menos é maisA busca pela perfeição deve ser substituída por práticas realistas e orientadas por profissionais. Em vez de seguir cada nova tendência, procure focar no essencial, como:

  • Simplificar a rotina de cuidados: produtos essenciais, como protetor solar, hidratante e sabonete adequado, podem ser muito mais eficazes e saudáveis.
  • Busque orientação de profissionais de saúde antes de investir em novos produtos.
  • Priorize a saúde mental: o autocuidado vai além da pele.
  • E lembre-se que o equilíbrio é a chave — não é preciso acompanhar todos os lançamentos e procedimentos.
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“É importante se permitir a se desligar e entender que não precisamos fazer parte de tudo o tempo todo. E o que nunca pode deixar de existir é o questionamento. Perguntar protege, cria conhecimento e ajuda a tomar decisões conscientes. Desconfie de soluções milagrosas. Nada vai levar ninguém à perfeição.”, conclui Andressa. 

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