O que mulheres maduras diriam a si mesmas mais jovens? 5 conselhos para a vida
Cinco mulheres experientes oferecem conselhos transformadores sobre leveza, independência, sabedoria e coragem para o eu mais jovem.
Aos 67 anos, a jornalista e consultora de etiqueta Claudia Matarazzo olha para trás e diz que escolheria uma palavra para oferecer a mulher que foi mais jovem: leveza. “Diria a ela para lembrar que o tempo ajusta quase tudo”, afirma. Acrescentaria ainda dois exercícios que costumam exigir justamente os anos para serem aprimorados: “Ter e cultivar a paciência e a generosidade para com os outros. Tentaria ensinar a ‘alargar os horizontes’.”
A pergunta parece simples: se você pudesse conversar com a mulher que era anos atrás, o que diria a ela? Mas as respostas revelam que algumas lições só ficam claras depois que já atravessamos determinadas experiências. CLAUDIA ouviu quatro mulheres entre 45 e 67 anos sobre aquilo que gostariam de ter entendido mais cedo. As respostas passam por independência, discrição, coragem e pela capacidade de reconhecer que nem tudo precisa ser resolvido imediatamente.
Nem todo sonho precisa ser contado antes de acontecer
Para Adriana Tabuti, especialista em beleza madura, de 54 anos, amadurecer também significou entender o valor de preservar alguns projetos enquanto ainda estão tomando forma. “Não saia por aí contando todos os seus planos e sonhos, nem todo mundo precisa saber o que você está construindo”, aconselha.
Em tempos em que é comum dividir nas redes sociais um projeto antes mesmo de ele sair do papel, Adriana defende o movimento contrário: dar espaço para que determinadas coisas amadureçam longe das expectativas externas. “Aprenda a deixar algumas coisas crescerem no silêncio antes de expor. Isso elimina a expectativa, te preserva e, quando acontecer, garanto que tem muita gente que ficará surpresa com a sua conquista.”
Ouça quem já percorreu esse caminho antes
Para Veronica Goyzueta, jornalista e co-fundadora da Sumaúma, um dos conselhos para sua versão mais jovem seria simples: ouvir mais a mãe e, de maneira geral, prestar atenção ao que dizem as pessoas mais velhas.
“Quando somos jovens, é fácil acreditar que determinadas recomendações não se aplicam a nossa vida ou que quem veio antes não compreende exatamente o que estamos vivendo”, afirma Veronica. “Mas, com o tempo, algumas dessas frases que pareciam exageradas começam a fazer sentido.” Veronica explica que, escutar os mais velhos pode ser uma forma de ampliar a própria perspectiva, mesmo que, no fim das contas, a decisão continue nossa.
Não coloque o relacionamento amoroso no centro de tudo
Se pudesse entregar um conselho a própria versão mais jovem, Maíra Azevedo, atriz e jornalista, de 45 anos, começaria por uma questão concreta: o dinheiro. “Não resuma a sua vida a relacionamentos amorosos! Busque primeiro sua independência financeira, tenha seu próprio dinheiro, seja sempre seu primeiro amor, antes de qualquer outro!”
Para Maíra, ter autonomia financeira significa ampliar a possibilidade de escolha, inclusive dentro dos próprios relacionamentos. Construir uma carreira, ter uma fonte de renda e desenvolver interesses que existam independentemente de um parceiro são formas de fazer com o que o amor seja apenas uma parte da vida, e não a estrutura responsável por sustentá-la.
Algumas crises precisam de mais tempo do que pressa
O conselho de Cláudia Matarazzo parte de uma constatação que costuma ser difícil de enxergar durante um problema: o tamanho de uma crise também muda conforme nos afastamos dela.”Diria a ela para administrar qualquer crise com o máximo de leveza”, afirma.
Isso não significa ignorar os problemas; a experiencia, porém, ensinou a jornalista que reagir de imediato a tudo nem sempre é necessário, e que a paciência também pode ser uma forma de ação.
Confie quando alguma coisa dentro de você disser para tentar
Aos 58 anos, a influenciadora Iara Sanny escolheria incentivar sua versão mais jovem a arriscar um pouco mais, principalmente quando uma ideia parecesse diferente demais para ser compreendida pelos outros. “Você pode ousar e fazer algo que nunca foi feito, mesmo que pareça estranho. Se você sente aquela desconfiança de que algo é inovador e que pode dar certo, não desista”, afirma.
Nem sempre, lembra ela, uma boa ideia chega acompanhada de quem está por perto. “Ainda que no primeiro momento as pessoas não acreditem em você! Aposte no seu ‘feeling’, isso pode te levar muito longe.”
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