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BDSM: dicas para iniciantes que desejam se aventurar no fetiche

Apesar de ter muitos adeptos, o BDSM ainda é alvo de inúmeros tabus e preconceitos na sociedade

Por Kalel Adolfo
30 Maio 2024, 10h00

As práticas do BDSM (acrônimo que representa as práticas de Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) causam, na maioria das pessoas, um misto de curiosidade e surpresa. Contudo, somos frequentemente bombardeados com noções equivocadas acerca do que acontece neste universo. “50 Tons de Cinza”, por exemplo, transmite uma imagem extremamente distorcida do fetiche.

Com isso, muitos interessados no assunto acabam se afastando desse desejo, deixando de se aventurar em novas formas de encontrar prazer. Por isso, entrevistamos Claudia Petry, sexóloga, membro da SBRASH (Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana), e especialista em Educação para a Sexualidade pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC/SC), que dá dicas para iniciantes que desejam se aventurar no BDSM. Confira:

O que é BDSM

Antes de tudo, é necessário entender o que, de fato, é o BDSM. Claudia explica que o fetiche é um conjunto de atividades e dinâmicas que envolvem o consentimento, poder e prazer entre os participantes.

“‘BDSM’ é um acrônimo que representa as práticas de Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo. Envolve a exploração de papéis, jogos de poder, restrições físicas, disciplina, impacto, entre outros elementos”, diz.

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A sexóloga Carla Cecarello explica por que algumas pessoas encontram prazer em sentir e provocar dor na transa.
Um dos maiores mitos é acreditar que o fetiche está relacionado à violência e ao abuso (Anna Shvets (Pexels)/Reprodução)

Maiores mitos sobre o BDSM

De acordo com a sexóloga, existem inúmeras ideias equivocadas e mitos comuns sobre o BDSM. Um dos maiores é acreditar que o fetiche está relacionado à violência e ao abuso: “Não podemos esquecer que a prática é baseada no consentimento, segurança e comunicação entre os participantes. Todas as atividades são realizadas de forma consensual e com limites estabelecidos”, afirma.

Outro mito é associar o BDSM à perversão ou a alguma forma de doença mental. “Na realidade, estamos falando de uma prática sexual e erótica que envolve a exploração consensual de fantasias e desejos. Não há nada de patológico em participar dessas atividades”, declara.

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O mesmo vale para aqueles que afirmam que o interesse está relacionado a traumas ou abusos passados. “Essa não é uma verdade universal”, reitera a especialista.

Dicas para iniciantes no BDSM

A seguir, Claudia Petry lista algumas das melhores dicas para quem deseja começar a explorar o universo do BDSM de forma segura e gradual:

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1. Pesquise sobre o assunto

Se você está lendo essa matéria, provavelmente já está seguindo a primeira dica. De acordo com Claudia, dedicar tempo para aprender sobre o BDSM, seja através de livros, artigos, vídeos educativos e comunidades online confiáveis, é extremamente importante para que tenhamos confiança naquilo que desejamos explorar.

2. Comunicação é essencial

A sexóloga indica conversar abertamente com seu parceiro sobre suas fantasias, limites e expectativas antes de iniciar qualquer atividade BDSM. Aliás, é neste momento que as famosas “palavras de segurança” se tornam essenciais.

A palavra de segurança é uma ferramenta indispensável para garantir o bem-estar dos participantes. Trata-se de uma palavra ou frase acordada previamente, que é utilizada para sinalizar a necessidade de interromper ou pausar a atividade”, diz.

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Além da palavra de segurança, outros recursos, como a negociação de limites, o uso de sinais e gestos, e o cuidado pós-cena, também são importantes para garantir uma prática segura e consensual, explica Claudia Petry.

3. Comece com atividades leves

A especialista indica iniciar com práticas menos intensas, como vendas nos olhos, amarras suaves e spankings leves. “Não se esqueça de sempre respeitar os limites e os sinais de segurança.”

4. Participe de eventos da comunidade

Caso tenha essa possibilidade, tente participar de eventos e workshops sobre BDSM: “Lá, você poderá aprender com profissionais e praticantes experientes”, aconselha.

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5. Considere a orientação de um profissional especializado

Caso queira uma introdução mais segura (e completa) ao BDSM, Claudia indica procurar a orientação de um dominador ou dominatrix profissional, que poderá guiar suas primeiras experiências de forma consensual, segura e respeitosa.

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