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Variante do Brasil infectou cerca de 61% dos recuperados da Covid-19

A nova cepa é ainda mais agressiva e tem taxa de contaminação mais alta

Por Da Redação Atualizado em 2 mar 2021, 14h42 - Publicado em 2 mar 2021, 14h39

A variante brasileira do coronavírus, que também podemos chamar de P.1, encontrada em Manaus e em seis casos no Reino Unido, infectou de 25% a 61% das pessoas que já haviam sido preliminarmente contaminadas pela Covid-19.

Dr. Nuno Faria, do Centro MRC para Análise Global de Doenças Infecciosas do Imperial College London, defendeu que “se 100 pessoas foram infectadas em Manaus no ano passado, algo entre 25 e 61 delas são suscetíveis a reinfecção por P1”.

Três estudos apontam que a variante, descoberta em dezembro, provavelmente surgiu um mês antes, em novembro, alimentando o aumento de casos do coronavírus em Manaus por sua rápida transmissão. Ele não só passou a dominar a cidade, mas também se tornou capaz de infectar pessoas que já haviam tido coronavírus e se recuperaram.

A variante não só tem potencial para escapar da proteção imunológica de doenças anteriores ou vacinas, como é ainda mais transmissível do que o coronavírus original, uma vez que a transmissividade é cerca de 1,4 a 2,2 vezes maior.

Leia mais sobre as novas variantes do coronavírus e seu poder de transmissão.

Os estudos ainda não foram publicados em revistas científicas, pois ainda são preliminares para entender o comportamento do P.1, porém os especialistas dizem que é uma variante merece atenção. 

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Matt Hancock, Secretário de Saúde do Reino Unido, disse que uma terceira vacina pode ser necessária no outono inglês, contra P1 e variantes semelhantes, como a B1351, que foi detectada pela primeira vez na África do Sul, já que apresentam mutações na proteína que podem fazer com que o vírus escape das vacinas atuais. 

“Nossas vacinas atuais ainda não foram estudadas contra esta variante e estamos trabalhando para entender qual impacto ela pode ter, mas sabemos que esta variante causou desafios significativos no Brasil, então estamos fazendo tudo o que podemos para impedir o disseminação dessa nova variante no Reino Unido, para analisar seus efeitos e desenvolver uma vacina atualizada que funcione em todas essas variantes preocupantes e proteja o progresso que fizemos como nação ”, disse Hancock.

Somente quando o conhecimento de como Sars-Cov2 [coronavírus original] está sofrendo mutação for alcançado, a pandemia poderá ser controlada.

Para reduzir os riscos de surtos e reinfecções de P.1, Nuno disse que é importante dobrar todas as medidas que temos para desacelerar a disseminação do coronavírus, como a utilização de máscaras, o distanciamentos social e a ampliação da vacinação.

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