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Novas variantes do coronavírus têm transmissão até 50% mais rápida

Dimas Covas, diretor do Butantan, avalia a alta taxa de transmissão do vírus e prevê colapso no sistema de saúde em mais cidades do país

Por Da Redação Atualizado em 26 fev 2021, 15h06 - Publicado em 26 fev 2021, 14h56

Dimas Covas, o diretor do Instituto Butantan, disse em entrevista à GloboNews nesta sexta-feira (26), que prevê uma piora da pandemia no país e teme que os casos isolados de cidades do Brasil que enfrentam colapso em seu sistema de saúde, como Manaus, capital amazonense e Araraquara, no interior de São Paulo, se torne uma realidade geral do país.

De acordo com o diretor, o que justifica o aumento de casos e internações no país, que já apresenta cerca de 12 estados a beira do colapso, é a velocidade de contaminação que as novas variantes apresentam.

Segundo ele, Manaus, Jaú e Araraquara podem não ser exemplos isolados. “Isso pode ser a nova forma de comportamento [do vírus], que é rapidamente atingir e levar pessoas aos hospitais e lotar as nossas UTIs.”

As novas variantes têm taxa de transmissão maior – pelo menos 30% a 50% mais rápidas – e ainda temos a possibilidade que elas possam ser mais agressivas“, avaliou Dimas Covas, que atribuiu os recordes de mortes e contaminação pelo vírus em janeiro e fevereiro às variantes.

“Embora a vacinação seja importante, o mais importante agora é controlar a disseminação do vírus e impedir a circulação das variantes, que podem se tornar as dominantes. Se não agirmos rapidamente podemos ser impactados de forma mais negativa do que na primeira onda“, disse o diretor que acredita que a velocidade da pandemia é maior do que o poder de vacinação da União.

O Brasil, nesta quinta-feira (25), apresentou o maior número de mortes registradas em 24 horas desde a chegada da pandemia ao país, em março de 2020. No total foram 1.566 pessoas, que somam às mais de 250 mil vidas perdidas para a Covid-19.

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