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Brasil em colapso: mortes por Covid-19 representam 25% dos óbitos

Uma em cada quatro mortes no Brasil são em decorrência da Covid-19. Governador de São Paulo decreta lockdown a partir da meia noite de sábado

Por Da Redação 3 mar 2021, 13h19

O aumento de mortes por Covid-19 no país fez com que o Brasil atingisse uma marca preocupante: no mês de fevereiro, a cada quatro mortes naturais, uma é em decorrência do coronavírus e suas sequelas. Este é o quarto mês de aumento neste percentual.

Na terça-feira, 2, o Brasil registrou 1.726 mortes, maior número diário de óbitos, desde o início da pandemia. Nesta quarta-feira, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que a partir da meia-noite de sábado, 6, o estado inteiro entrará na fase vermelha do Plano São Paulo e deve permanecer assim até o dia 19 de março.

A projeção é que o estado mais rico do Brasil atinja colapso do sistema de saúde no dia 15 de março. A reclassificação para a fase mais restritiva poupa, entanto, as escolas, que continuam abertas. Na terça-feira, foram 468 mortes no estado de São Paulo.

As mortes em decorrência da contaminação pelo coronavírus são consideradas naturais por não decorrer de causas externas, como acidentes, homicídios e suicídios.

Os índices são resultados de análises que foram feitas pelo portal de notícias UOL a partir dos dados do Portal da Transparência Associação de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), que apresenta informações de cartórios de registro civil, que classificam as causas das mortes contidas nas declarações de óbitos em todo o país. 

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De acordo com os resultados, o índice registrado em fevereiro é o maior desde o início da pandemia por Covid-19, correspondendo a 24,9% das mortes no país, levando em consideração que há um prazo de até 15 dias para que as informações dos cartórios sejam enviadas e inseridas no cadastro. Em janeiro, o índice era de 24,4%.

Manaus é a cidade que lidera o percentual de mortes naturais em decorrência da Covid-19. Na capital amazonense, o índice é de 63,9%.

Em 2020, o recorde de mortes pelo coronavírus se deu em julho, no pico da primeira onda, com o vírus sendo responsável por 23,1% das mortes.

De acordo com a sanitarista Bernadete Perez, vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), “esses números reforçam que nós estamos vivendo o pior momento da pandemia.”

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