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Exercícios pélvicos: por que você deveria começar antes dos sintomas aparecerem

Especialistas defendem início precoce como estratégia de cuidado; saiba por onde começar

Por Marina Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 Maio 2026, 15h00 | Atualizado em 25 Maio 2026, 19h41
Por que fazer exercícios pélvicos
Os exercícios do assoalho pélvico vêm ganhando espaço como parte do cuidado integral com a saúde da mulher (krakenimages.com/Freepik)
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Ainda pouco discutidos fora de consultórios e cursos especializados, os exercícios do assoalho pélvico vêm ganhando espaço como parte do cuidado integral com a saúde da mulher.

Indicados em diferentes fases — da adolescência à menopausa — eles atuam tanto na prevenção quanto no tratamento de disfunções comuns, como a incontinência urinária.

Para entender quando começar, quais benefícios esperar e o que ainda é mito nesse campo, a reportagem ouviu a fisioterapeuta pélvica Dra. Claudia Milan (@sosperineo).

Para todas as fases da vida

assoalho pélvico
Enfraquecimento do assoalho pélvico pode desencadear a incontinência urinária (ROMAN ODINTSOV/Pexels)

Ao contrário do que ainda se acredita, os exercícios pélvicos não são exclusivos de mulheres mais velhas ou de quem já apresenta sintomas. Segundo a especialista, a prática pode ser incorporada de forma preventiva.

“Os exercícios pélvicos podem e devem ser feitos por prevenção inclusive, sem a necessidade direta de uma disfunção como incontinência urinária”, afirma.

Ela explica que a procura costuma aumentar em momentos de maior demanda para a musculatura, como a gravidez e a menopausa. Ainda assim, isso não significa que o cuidado deva começar apenas nessas fases.

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“As fases mais comuns de procura são gestação e menopausa justamente porque é quando a musculatura enfraquecida pode dar sinais com mais frequência, mas não precisamos esperar a situação ficar crítica para buscar a fisioterapia pélvica”, explica a especialista.

Benefícios que vão além da prevenção

cistocele bexiga baixa
A cistocele ou barriga baixa acontece pelo enfraquecimento e perda de elasticidade dos músculos do assoalho pélvico (Luis Alvarez/Getty Images)

O fortalecimento do assoalho pélvico está associado a uma série de benefícios funcionais e também à qualidade de vida.

Entre eles, a fisioterapeuta cita a prevenção e o tratamento de incontinência urinária e fecal, além de prolapsos — condição popularmente conhecida como “bexiga caída”. Há também impactos na esfera sexual.

A melhora da lubrificação, o aumento do prazer e a potencialização do orgasmo estão entre os efeitos relatados. “A fisioterapia pélvica também ajuda em quadros dolorosos como quando há endometriose”, acrescenta.

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Durante a gravidez, o trabalho com essa musculatura pode contribuir para o parto. Como explica a especialista, o preparo envolve não apenas força, mas também flexibilidade.

“O preparo para o parto também é um motivo para procura, porque além de fortalecermos os músculos, conseguimos ganhar complacência para facilitar a passagem do bebê e evitar laceração no parto, por exemplo.”

O mito da idade

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A procura costuma aumentar em momentos de maior demanda para a musculatura, como a gestação e a menopausa (Getty Images/Reprodução)

Um dos equívocos mais comuns, segundo Claudia Milan, é associar os exercícios pélvicos exclusivamente ao envelhecimento: “É um mito que só servem para pessoas idosas. Se incorporamos esse hábito na rotina durante a juventude, reduzimos muito a chance de termos problemas dessa ordem no futuro”.

Na prática, isso significa que o cuidado com o assoalho pélvico pode ser comparado a outras rotinas de saúde: quanto mais cedo começa, maiores são as chances de prevenção. “Muitas questões podem ser prevenidas com a fisioterapia pélvica”, reforça Claudia.

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Por onde começar

Apesar da popularização de conteúdos sobre o tema nas redes sociais, a orientação profissional ainda é central, especialmente no início.

Claudia Milan destaca que o primeiro passo não é necessariamente executar exercícios, mas desenvolver consciência corporal. “Indicaria autoconhecimento, criar o hábito de olhar e tocar a região íntima.”

A prescrição de exercícios, por sua vez, deve ser individualizada. “Sobre os exercícios de ativação do assoalho pélvico, o melhor a se fazer antes de praticá-los é passar por uma avaliação com uma fisioterapeuta pélvica, assim conseguimos medir e quantificar uma série e repetição individualizada.”

Ela compara o processo a uma rotina de academia. “Nem todo mundo vai fazer os exercícios da mesma forma, com a mesma carga e com a mesma repetição, com o assoalho pélvico não é diferente.”

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Durante a avaliação, é realizado exame de toque vaginal, que permite identificar possíveis disfunções e orientar o tratamento adequado. “Isso possibilita essa quantificação e prescrição adequada dos exercícios, além da identificação de disfunções, se houver, e seu tratamento.”

Ao integrar os exercícios pélvicos à rotina, o objetivo não é apenas tratar sintomas, mas manter a funcionalidade ao longo do tempo. Em diferentes fases da vida — da adolescência à menopausa — o fortalecimento dessa musculatura atua como estratégia de prevenção e melhora da qualidade de vida.

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