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Como fazer um tratamento seguro para diástase, inclusive dentro de casa

Profissionais explicam os principais sinais de alerta e os fatores que aumentam as chances dos músculos do abdômen se afastarem

Por Sarah Catherine Seles Atualizado em 26 abr 2021, 15h25 - Publicado em 26 abr 2021, 09h48

Dentro da transformações que o corpo de uma mulher passa para gerar um bebê, podemos encontrar a diástase, que é a separação dos músculos do abdômen. Além da gravidez, ela pode ocorrer também em pessoas que possuem flacidez na parte do abdômen ou em obesos com quadro de musculatura enfraquecida.

No caso das grávidas, após o parto, os músculos voltam à sua organização inicial. No entanto, algumas mulheres permanecem com os músculos afastados, podendo ter de dois até oito centímetros. Essa distância ocorre normalmente quatro centímetros acima ou abaixo do umbigo e pode ser identificada com um exame de toque. 

A aparência pode até ser a primeira coisa que chama atenção da mulher, mas a separação muscular traz consequências ainda mais preocupantes e que impacta na qualidade de vida delas, como incontinência urinária e fecal. 

“A diástase não é puramente estética, ela é funcional”, conta Fernanda Schier, médica obstetra e ginecologista e professora Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Prevenção 

Durante o pré-natal, é possível identificar a diástase e fortalecer a musculatura com os exercícios corretos. O acompanhamento médico, antes e pós-parto, é essencial, uma vez que a probabilidade de complicações diminui. 

Fernanda aponta também que a diástase atinge “normalmente mulheres que já têm uma fraqueza na musculatura, que não tinham costume de fazer atividade física.”

Além disso, mulheres acima de 35 anos, gravidas de gêmeos ou de bebês grandes possuem mais probabilidade de desenvolver a disfunção. Já as parturientes  adeptas aos exercícios físicos antes e durante a gestação têm menos probabilidade de desenvolver a diástase.

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Tratamento 

A fisioterapia é o principal tratamento recomendado. A médica obstetra e ginecologista Isis Quaresma fala da importância de realizar as sessões com profissionais gabaritados. “Consulte um bom educador físico ou fisioterapeuta para te orientar e não saia fazendo exercícios da internet, que podem agravar mais.” 

A médica alerta que movimentos incorretos, durante a gravidez, podem prejudicar o desenvolvimento do bebê e da mãe. Por isso é preciso ter cuidado na forma de levantar, sentar e até mesmo sair do carro. “Para poder sentar, sempre vire de lado para fazer força no braço e não na barriga. Na hora de deitar, faça a mesma coisa de apoiar o braço”, são algumas dicas que Isis dá às suas pacientes. 

A obstetra finaliza indicando que o acompanhamento com profissionais de várias áreas é essencial para um tratamento completo. Vale ressaltar que é importante seguir à risca a sequência de exercícios passados pela fisioterapeuta e/ou educadora física.

Em casos mais raros, quando os músculos não voltam ao normal com exercícios ou a diástase é maior, a cirurgia para correção pode ser indicada pelo médico.

Exercícios em casa

Rô Nascimento
Rô Nascimento ensina exercícios para tratar diástase. Na foto, ela mostra como identificar a separação do músculo no abdômen. Rô Nascimento/Reprodução

“O primeiro passo é a identificação. Quando a mulher começa a ter escape de xixi, dor na relação sexual, dor na região lombar (…), é sinal que algo está errado. Esses problemas acabam afetando a autoestima da mulher, que começa a ter vergonha do seu corpo. Param de ir a lugares que geralmente frequentavam, se tornam mais introvertidas”, afirma Rô Nascimento, educadora física e criadora do método Diástase na Prática. 

Com a quarentena, realizar o tratamento em casa, sempre com suporte de profissionais, aumenta a chances de mais mulheres se recuperarem da disfunção. Pensando nisso, a educadora disponibilizou um e-book gratuito para facilitar o acesso às informações tão importantes nesse momento.

Segundo a profissional, a recuperação da diástase patológica passa por um processo de consciência corporal da mulher, que é trabalhada por meio de técnicas de respiração e exercícios específicos de ativação e fortalecimento do abdômen e do assoalho pélvico.

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