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Diabetes mellitus: como descobrir, evitar e tratar

Entenda como prevenir o aparecimento da doença e o que fazer caso você já possua essa condição

Por Jonathan Pereira
23 jun 2024, 09h00

O diabetes mellitus é uma doença sem cura que pode surgir silenciosamente, quando o organismo se torna incapaz de produzir a quantidade suficiente de insulina (ou não responde como deveria a ela), o que faz com que o nível de açúcar (glicose) no sangue fique elevado. Mas há formas de preveni-la e também tratamento para os que já foram diagnosticados com diabetes mellitus.

A nutróloga Fernanda Cortez, com especialização no Joslin Diabetes Center (considerado o maior centro de pesquisa em diabetes do mundo), ensina como fazer o monitoramento para descobrir se tem ou não diabetes mellitus e, em caso positivo, como deve ser a rotina de vida, que inclui mudanças na alimentação e na prática de exercícios.

Como age o diabetes mellitus?

Picos de glicose
Excesso de doces aumenta índices glicêmicos (Polina Tankilevitch/Pexels)

A glicose no sangue varia ao longo do dia – aumentando após cada refeição e retornando aos níveis anteriores cerca de duas horas depois. O excesso de carboidratos refinados na alimentação, de açúcar e de frutas com alto índice glicêmico pode fazer com que seu corpo não consiga utilizar corretamente a insulina produzida pelo pâncreas para mover a glicose do sangue para as células.

“Em vez de a glicose ser absorvida e usada como energia pelos músculos, ela permanece em excesso na corrente sanguínea, o que pode levar ao aumento de gordura abdominal e, eventualmente, à resistência insulínica. Esse quadro pode progredir para pré-diabetes e, finalmente, para diabetes”, diz a nutróloga.

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E não basta simplesmente cortar o açúcar, pois alimentos como leite, pão, massa e arroz também são convertidos em açúcares simples pelo corpo, transformados em glicose e levados para as células para ser fonte de energia – que pode ser utilizada imediatamente ou armazenada em forma de gordura ou amido glicogênio.

Tipos de diabetes

Na diabetes tipo 1 (que atinge de 5 a 10% de todas as pessoas diagnosticadas com diabetes), as células do pâncreas que produzem insulina são atacadas pelo sistema imunológico do organismo. Mais de 90% delas são destruídas para sempre, fazendo com que o órgão produza pouca ou nenhuma insulina. Por isso, esses pacientes precisam da injeções de insulina ao longo do dia.

“Na diabetes tipo 2, o corpo não consegue usar corretamente a insulina produzida pelo pâncreas, levando à resistência insulínica. Isso pode causar uma diminuição do hormônio chamado GLUT4, que transporta glicose no corpo, resultando em um acúmulo de glicose na corrente sanguínea”, explica a médica. Medicamentos por via oral, insulina ou outros medicamentos via injeção costumam ser recomendados pelos médicos.

Exames

O aparelho que mede os índices de glicose no sangue
O aparelho que mede os índices de glicose no sangue (Nataliya Vaitkevich/Pexels)

Para saber seu índice de glicose no sangue, é preciso acompanhamento com exames. “Especialmente a hemoglobina glicada, que mostra a média de glicose nos últimos três meses. Este é o principal exame para monitorar a diabetes, juntamente com o exame de insulina em jejum”, conta a profissional.

Os índices são considerados dentro do esperado se ficarem entre 70 a 100 miligramas por decilitro (mg/dl) de sangue. O alerta para a pré-diabetes aparece caso a glicemia em jejum fique entre 100 mg/dl e 125 mg/dl. A partir de 126 mg/dl, os portadores são considerados diabéticos. Em pessoas com glicemia superior a 160 a 180 mg/dl, a glicose aparece até na urina. 

Sinais e sintomas de diabetes mellitus

O corpo dá alguns alertas também, enumera Fernanda. “Os sintomas da diabetes incluem perda de peso, especialmente na região do quadril, bumbum e pernas, devido ao consumo de massa muscular. Outros sintomas incluem fome excessiva, sede constante e vontade frequente de urinar”.

Visão embaçada, náuseas, sonolência e menor resistência durante atividades físicas também chamam a atenção. Além da hereditariedade (casos na família), a obesidade é considerada o principal fator de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, já que entre 80% a 90% das pessoas diagnosticadas são obesas ou estão acima do peso ou são obesas.

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Problemas de sensibilidade por conta da danificação dos nervos, aumento do risco de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC), doença renal crônica e perda de visão por conta de vasos sanguíneos danificados também estão na lista de consequências que quem tem diabetes em algum momento talvez tenha de lidar. Se a glicemia ficar muito elevada, pode haver desidratação grave, originando confusão mental, sonolência e convulsões – o chamado estado hiperglicêmico hiperosmolar. 

Dieta e exercícios

Mulher praticando excercícios físicos
Praticar atividades físicas ajuda a manter uma vida saudável com diabetes (Pexels/Reprodução)

Uma vez com diabetes mellitus, a alimentação e a rotina precisam ser modificados. “Para controlar o diabetes, é essencial consumir alimentos que ajudam a baixar o índice glicêmico, como aveia, maçã, pera e alimentos integrais. Incluir linhaça, quinoa e aveia na alimentação ajuda a reduzir o açúcar no sangue. Comer iogurte com linhaça e frutas, ou adicionar proteínas às refeições, também auxilia na diminuição do índice glicêmico dos alimentos”, explica a nutróloga.

“A atividade física, especialmente a musculação, é crucial para melhorar a massa muscular, o que é fundamental para quem tem diabetes. Além disso, uma alimentação com baixo índice glicêmico e rica em fibras é ideal para diabéticos”, continua. A recomendação também é que pessoas com diabetes parem de fumar e, caso haja consumo de álcool, seja em doses moderadas (uma por dia para mulheres e duas para homens).

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A suplementação é outro fator importante. “Hoje, existem vários suplementos que ajudam a reduzir naturalmente o açúcar no sangue, como antioxidantes. Na clínica, utilizamos resveratrol, cúrcuma, ácido alfa-lipóico, entre outros, que são essenciais para pacientes com diabetes. Esses suplementos ajudam a prevenir neuropatia diabética e problemas oftalmológicos, como a retinopatia diabética”, finaliza Fernanda.

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