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Como identificar que alguém está sendo falso?

Vícios de linguagem e excesso de vitimismo podem indicar que alguém está sendo falso

Por Kalel Adolfo 18 abr 2022, 09h29

Todo mundo já foi vítima — ou até mesmo praticou — a falsidade em algum momento da vida. Aliás, é muito comum que as pessoas não sejam verdadeiras o tempo todo e isso pode até mesmo ter um lado positivo. Imagine o caos caso fossemos sempre totalmente honestos? Em excesso, falar tudo o que vem à cabeça pode ser inconsequente e rude. Porém, o contrário também é prejudicial: estamos nos referindo àquelas pessoas que não sabem a hora de parar de mentir. Mas calma, que apesar de ser difícil, é possível identificar alguns sinais que denunciam quem é falso.

A ideia não é iniciar uma caça às bruxas, mas garantir que possamos nos resguardar de certas situações. Para isso, Claudia entrevistou a psicóloga Sirlene Ferreira, que reflete sobre vários pontos importantes acerca da falsidade. Confira:

Como identificar que uma pessoa está sendo falsa com você?

Não é necessário se esforçar demais para descobrir que alguém está sendo falso com você: o tempo é capaz de trazer inúmeras verdades à tona. Além disso, Sirlene nos relembra que o mentiroso sempre é prejudicado pelas próprias lembranças: “Quem mente não é capaz de lembrar de todas as histórias fabricadas. É possível identificar uma mentira ou gesto de falsidade com o tempo de convivência, pois em algum momento esse indivíduo irá se atrapalhar”, afirma a psicóloga.

Vícios de linguagem denunciam a falsidade

Mas, claro, caso a pessoa esteja com a memória turbinada, há outros vestígios infalíveis. Primeiro, comece a prestar atenção em vícios de linguagem: “Os mentirosos usam palavras repetidas e fora de contexto a todo instante. Isso já faz parte do discurso deles”, aponta. Um exemplo clássico são aqueles seres de luz que estão sempre colocando indagações como “Entende?”, “Tá certo?”, “Confere?” em todas as suas falas.

Especulação em excesso

De acordo com a psicóloga, as pessoas falsas também especulam o tempo inteiro: “Indagar os amigos é uma forma de obter novas informações e criar novas mentiras”, revela. Portanto, se alguém estiver interessado até demais em sua vida, desconfie: ela pode estar tentando distorcer as suas vivências.

Cronologia estranha

Outro sinal vermelho para a falsidade: aquela história que muda de data a cada vez que é contada. Primeiro algo aconteceu na semana passada, e quando você menos se dá conta, a história já está rolando há meses ou anos atrás. “Os falsos não conseguem controlar o tempo cronológico de suas mentiras. Por isso, as datas de seus contos nunca batem”, diz Sirlene.

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Histórias desconexas

Sabe aquelas histórias que você ouve e já sabe que é mentira? Confie em sua intuição, pois há grandes chances daquilo não ser verdadeiro: “É comum que o mentiroso fale coisas sem sentido, que até soam desconexas”, ressalta.

Fique de olho nos excessos

“A manipulação é visível nos excessos. Elogios como: ‘Não existe comida melhor no mundo do que a sua’ ou ‘Eu sou o único político honesto’, exemplificam bastante isso”, indica a especialista.

Segundo Sirlene, essas ações mostram que a pessoa quer transmitir a ideia de ser especial ou diferenciada de outros humanos. ‘Os exageros sempre vão esconder algo”, alerta.

Outros indícios de falsidade são:

  • Vitimismo exacerbado: as ações do sujeito sempre levam a entender que ele é a vítima da situação
  • Isolamento: o mentiroso pode estar constantemente sozinho, para que ninguém conheça profundamente a sua intimidade e descubra as suas falsidades

Falsidade: como a psicologia explica as pessoas que mentem em excesso?

Mas antes de sair julgando e apontando dedos, é necessário entender que ninguém é falso porque quer. “A falsidade está vinculada com a dificuldade de se aceitar. O paciente não aprova a realidade que vive e cria subterfúgios e fantasias para negar a sua verdadeira essência”, esclarece Sirlene.

A especialista explica que, em alguns casos, a falsidade está conectada a um distúrbio de caráter. Estas situações são mais complexas, e demandam um esforço muito maior tanto do paciente quanto do profissional para que a melhora seja alcançada. E claro, não podemos excluir a possibilidade da pessoa sofrer com certos transtornos psicológicos, como a Síndrome de Borderline ou a bipolaridade.

“Caso você perceba estes traços em alguém, mas não possa se afastar, tente não ter intimidades ou conviver muito com o indivíduo. Mantenha uma distância saudável, sem confidências e repleta de formalidade”, conclui.

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